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13 de maio de 2015

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Há exatos 127 anos abolia-se a instituição mais perversa que já vigorou no Brasil. O último país a abolir a escravatura, hoje, carrega as marcas da desigualdade e exclusão.

Lembrar o 13 de maio não é comemorar, é refletir. Tampouco acreditar que tal medida (abolição da escravatura) tenha sido uma dádiva concedida pelos governantes do período. A escravatura durante todo o século XIX foi condenada e, mesmo no Brasil, não se ousava defendê-la publicamente. No entanto, ela foi mantida e a luta dos escravizados também.

A luta pelo abolicionismo a partir da segunda metade do século XIX ganha dimensões estratosféricas e foi conduzida de diversas maneiras, como a resistência armada, fugas individuais e coletivas, revoltas, rebeliões, de modo que os escravizadores do período temiam o descuido de virarem as costas para uma porta e serem surpreendidos. O 13 de maio de 1888 foi resultado da luta e resistência dos escravizados e das populações que eram contra essa instituição.

Além disso, os mais de 300 anos dessa prática não foram esquecidos após a assinatura da Lei Áurea. A medida não foi acompanhada de políticas de inclusão social e a marca da perversidade da escravidão permaneceu na cor da pele até os dias de hoje. O racismo, acompanhado da exclusão social e da perseguição cotidiana ganhou dimensões sofisticadas no Brasil a ponto de negarmos a prática.

Por essas condições, é que devemos refletir a atualidade das discussões e práticas raciais nesse 13 de maio.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do Hexag.

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Sobre o autor

Jonas

Jonas é professor de História no Hexag Vestibulares.

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