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Aula em vídeo – EUA (Estados Unidos da América)

Prof. Rogério Silveira

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Nesta videoaula, o professor Rogério Silveira aborda um tema de geografia geral bastante cobrado no Enem e nos principais vestibulares. Trata-se de um dos países que mais chamam a atenção da mídia de uma forma geral e acaba chamando, também, a atenção dos vestibulares: Estados Unidos da América.

A indústria norte- americana

Os Estados Unidos são um país que se destaca em vários sentidos, em especial os aspectos econômico e militar. Nesta aula, é abordado um aspecto específico da economia estadunidense: a estrutura industrial.

Os EUA são uma potência industrial que faz parte da América do Norte – América Anglo-Saxônica – e tem saída para os dois principais oceanos : Atlântico, na vertente leste e Pacífico, na oeste .
Em suas fronteiras terrestres temos ao norte o Canadá e o México, ao sul. Ainda ao sul, existe a saída para o Golfo do México.

Podemos destacar três principais regiões, no que diz respeito à Indústria norte-americana.

Nordeste dos EUA

A primeira região destacada é a região nordeste, berço da colonização dos Estados Unidos, local onde surgiram as primeiras e principais cidades. A importância desse fato se dá na medida em que essas primeiras cidades começam a se desenvolver economicamente, ou seja, toda a lógica urbana começa a funcionar de maneira mais acelerada nessa região. Para indústria esse fenômeno é de fundamental importância, já que na região teremos uma maior concentração populacional , fornecedora de mão de obra e matéria prima. Na região temos uma formação montanhosa bem antiga conhecida como Apalaches, que do ponto de vista geomorfológico são escudos cristalinos, portanto com grande chance de ocorrência de minerais metálicos, ferrosos. E ferro é uma matéria prima muito importante para a indústria.

Nas áreas marginais aos Apalaches temos uma bacia sedimentar, área de ocorrência de hidrocarbonetos, especificamente o carvão mineral. Carvão mineral mais ferro são as duas principais matérias primas para a indústria siderúrgica, que é a principal atividade industrial da região nordeste dos Estados Unidos. Algumas metalúrgicas e indústrias químicas também se desenvolveram na região, mas a siderurgia é a principal característica industrial dessa região. Trata-se de uma indústria de base, tradicional, que serviu como pré requisito para que uma segunda região, próxima a nordeste, tivesse condições de desenvolver um segundo segmento industrial importante. Estamos falando da região dos Grandes Lagos, na fronteira norte com o Canadá. É uma região importante tanto para os Estados Unidos quanto para o seu vizinho Canadá.

Pegando carona na força da indústria siderúrgica do nordeste, a região dos Grandes Lagos desenvolve a indústria automobilística. Importantes unidades fabris de marcas gigantes desenvolveram-se nessa região. Inclusive uma cidade na região dos Grandes Lagos tornou-se conhecida como a capital mundial do automóvel: Detroit. Obviamente, a indústria automobilística atrai outras indústrias que fornecem peças e componentes para os carros, criando-se toda uma cadeia produtiva importante.

Manufacturing Belt

Dessa forma, a região dos Grandes Lagos e a região nordeste, juntas, ficam conhecidas como Manufacturing Belt, ou seja, um cinturão – grande área com uma característica econômica em comum – da manufatura. Apelido que passa a ideia da força industrial que as duas regiões apresentam e que durante muito tempo foi a principal área da indústria nos Estados Unidos.

Porém, a partir da década de 1970 com as duas crises do petróleo – 1973 e 1979 – e, posteriormente na década de 1980 com a concorrência japonesa, a indústria automobilística sofre uma crise, que afeta diretamente a indústria siderúrgica. O que antes era chamado de Manufacturing Belt passa a ser chamado, pejorativamente, de Rust Belt – cinturão da ferrugem.

Uma verdadeira decadência econômica se instala na região na década de 1990, e a cidade de Detroit, capital mundial do automóvel, é esvaziada, recebendo o apelido de “ghost town”.

Uma outra área dos EUA, na região oeste (estado da Califórnia, o mais rico do país) e uma parte da região sul (estado do Texas) começou a atrair investimentos industriais a partir das décadas de 1950 e 1960. O Texas e região do Golfo do México na área petroquímica, com a descoberta de jazidas de petróleo e gás natural e também, devido à Guerra Fria, o governo estadunidense resolve instalar no estado do Texas, em Houston, o centro de comando da NASA (Agência Espacial Norte Americana), atraindo a indústria aeroespacial para a região.

Sun Belt

Na parte oeste, estado da Califórnia, a partir das décadas de 1960 e 1970, uma parceria entre as universidades do estado e o próprio estado começa a criar uma série de atrativos para que os recém formados nessas universidades, principalmente nos cursos ligado a alta tecnologia, informática, telecomunicações e biotecnologia, comecem a abrir suas próprias empresas, incentivando o empreendedorismo. Aos poucos, isso começa a fervilhar e cria-se o que hoje conhecemos como tecnopolo, região com grande concentração de indústrias de alta tecnologia e centros formadores de mão de obra qualificada. O mais famoso tecnopolo, conhecido em todo mundo, que começa em uma área próxima à cidade de São Francisco é o Vale do Silício, uma grande área com empresas ligadas à informática e telecomunicações, uma verdadeira vitrine tecnológica para o mundo. Dessa forma, essas regiões sul e costa oeste dos Estados Unidos formam o chamado Sun Belt, uma nova economia ligada a alta tecnologia e petroquímica, onde se concentram empresas como o Facebook, Google e Apple, e seus centros de pesquisa formando uma das principais áreas da economia mundial.

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