11/11/2021 Atualidades

A Evolução da mulher no mercado de trabalho

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
A Evolução da mulher no mercado de trabalho

A história da mulher no mercado de trabalho é marcada por uma série de transformações que refletem a mudança do seu papel na sociedade. Hoje em dia, mais de 40% do mercado formal de trabalho do mundo é constituído por mulheres. 

Para entender como as trabalhadoras femininas saíram de uma posição de exploração, seguida de encarceramento doméstico para a conquista do seu espaço, continue a leitura.

Entenda a evolução da mulher no mercado de trabalho

Nem sempre a mulher esteve em uma posição de fragilidade no âmbito laboral. Durante muito tempo, a principal atividade do ser humano foi a agricultura e nesse contexto, as mulheres desempenhavam tarefas de grande demanda física, como moer grãos com pedras, juntar madeiras e carregar água. É interessante observar que elas já tinham uma rotina de atividades dentro e fora do lar.

A Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra na década de 1760, levou a uma grande transformação do mercado de trabalho. A economia, que antes era embasada na agricultura e no trabalho artesanal, se tornou fortemente industrial. Esse novo contexto laboral alterou os papéis de homens, mulheres e crianças na lógica do trabalho. 

Nas fábricas, os homens assumiram as tarefas que demandavam força bruta, ocupando os espaços mais amplos. Por sua vez, as mulheres e crianças assumiram atividades que podiam ser realizadas em espaços menores. 

Trabalho feminino em expansão no mercado de trabalho

Com a Revolução Industrial, houve uma grande transformação do mercado de trabalho e pela primeira vez na história havia um número bem expressivo de mulheres trabalhando fora.

Essa nova realidade permitiu que elas se desenvolvessem mais no âmbito econômico e adquirissem autonomia. Foi nesse momento histórico que surgiu o movimento pelos direitos das mulheres e que levou mais de um século para a sua consolidação.

A indústria têxtil foi a que mais empregou mulheres em seus quadros de funcionários. Na década de 1840, nos Estados Unidos, em torno de 75% da força de trabalho das fábricas têxteis era feminina. Essa ainda é a realidade do mercado brasileiro em que 70% da força de trabalho do setor é feminina. 

Luta por melhores condições de trabalho

Havia um grande número de postos de trabalho à disposição das mulheres, no entanto, as condições eram bastante insalubres. Os ambientes fabris eram bastante escuros e superlotados, com maquinários soltando fuligem e nenhuma segurança. Essas condições levaram a uma série de doenças e acidentes.

Houve, então, uma série de protestos que fez com que fossem criadas restrições para a proteção de mulheres e crianças. A necessidade de adequação das condições para a mão de obra feminina e infantil fez com que ambas se tornassem menos lucrativas.

A resposta do mercado de trabalho foi as mulheres sendo deixadas em casa para realizar o trabalho doméstico e as crianças sendo enviadas para a escola. Assim nasceram os estereótipos do homem como o “provedor” e da mulher como “dona de casa”. 

O retorno das mulheres ao mercado de trabalho

As mulheres permaneceram como donas de casa durante grande parte da segunda metade do século XIX. Contudo, essa situação mudou entre os anos de 1914 e 1945, em decorrência da Primeira (1914-1918) e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Coube às mulheres assumir o lugar dos homens – que partiram para lutar nos conflitos – no mercado de trabalho.

Nesse período, as mulheres eram incentivadas também a ocupar postos voluntários, como o de enfermeiras nos fronts de batalha. Depois do fim dos confrontos, o desenvolvimento social e econômico levou a mão de obra feminina para outro lugar de interesse. A educação pública cresceu e, com isso, foi gerada a demanda por mais professores, bem como a ampliação comercial e industrial.

Os empregadores observaram a oportunidade de contratar mulheres para trabalhar em escritórios e no ensino médio, recebendo salários mais baixos do que os homens. Essa ideia de que as mulheres poderiam e deveriam receber menos foi devido ao papel de provedor atrelado aos homens.

Acreditava-se que os homens deveriam ganhar o suficiente para sustentar uma família. As mulheres que trabalhavam, por sua vez, eram quase sempre solteiras e sem dependentes.

A Terceira Revolução Industrial: novas transformações no mercado

A década de 1970 assistiu ao começo do uso de tecnologias digitais e a Terceira Revolução Industrial. Nesse cenário, as mulheres casadas começaram a sair da posição de donas de casa para trabalhar fora. As universidades passaram a receber as mulheres, de maneira que elas pudessem estudar e se qualificar, assim como os homens. 

Ainda havia diferenças salariais entre homens e mulheres, porém, elas receberam aumento consideráveis. Nesse período, elas ganhavam uma média de 60% do salário dos homens que ocupavam as mesmas funções. 

A Quarta Revolução Industrial: novos horizontes

Atualmente, estamos assistindo ao desenrolar da chamada Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0. Esse é o momento em que temos a chance de realizar feitos que antes só eram possíveis em histórias de ficção científica. Os papéis de gênero estão passando por transformações nesse momento e existe a possibilidade de reverter os estereótipos, focando somente no talento das pessoas. 

Questões como diferenças salariais entre os sexos e ambientes profissionais tóxicos em que as trabalhadoras são assediadas estão em pleno debate. Estima-se que essas pautas estarão cada vez mais em evidência e sendo debatidas por todos de maneira a encontrar caminhos possíveis.

Essa é a trajetória de evolução das mulheres no mercado de trabalho!

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