15/03/2022 Atualidades

É “fake” ou é fato? Grandes mentiras da história da humanidade

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
É “fake” ou é fato? Grandes mentiras da história da humanidade

Há algum tempo estamos ouvindo constantemente falar sobre as fake news (notícias falsas) e como elas têm contribuído para manobrar as massas. A eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, em 2016, foi considerada como resultado do aumento da circulação de notícias falsas. O movimento antivacina também se fortaleceu a partir de uma base de mentiras de impacto.

Contudo, para quem pensa que essas mentiras pintadas de verdade são um fenômeno recente, devemos contar que a história está repleta delas. No artigo a seguir você poderá entender mais sobre como mentiras de grandes proporções afetaram a humanidade. Com certeza você vai se surpreender! 

Fake ou Fato: quais foram as grandes mentiras da história da humanidade?

As redes sociais contribuíram consideravelmente para reforçar o fenômeno das fake news. As chamadas “pós-verdades”, mentiras contadas de maneira enfática, passaram a circular em maior volume através dessas plataformas, alcançando mais pessoas.

Quem nunca recebeu uma mensagem sensacionalista e mentirosa de algum parente? Porém, precisamos dizer que mesmo em tempos sem timelines para acompanhar já circulavam grandes mentiras. A seguir você poderá conhecer com mais detalhes as maiores fake news da história da humanidade. 

Procópio e sua própria versão da história

O historiador bizantino do século VI, Procópio de Cesárea, tornou-se conhecido por inserir diversas fake news em seus relatos dos fatos. É a famosa “versão do autor”. O grande problema foi que ele eternizou na história diversos fatos mentirosos, pois incluía essas “versões” em relatos oficiais. 

O governo do imperador Justiniano é apresentado de uma forma distante da realidade pelo historiador que estava mais para autor de ficção. Reconhecido por ser autoritário e cobrar impostos abusivos dos mais pobres, Justiniano governou com mão de ferro por 38 anos. Quando ele faleceu, a população celebrou. 

No entanto, nos seis livros a respeito da trajetória de Justiniano, escritos por Procópio, a história é diferente. Escândalos foram escondidos e as vitórias exageradas. Justiniano se torna até mesmo um personagem simpático. As revelações contrárias às do historiador foram descobertas após sua morte. 

“Descobrimento” do Brasil

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram um território habitado pelos povos indígenas, logo, não descobriram o país. Porém, nem é nessa semântica que está a grande fake news. Oficialmente, conta-se que o Brasil foi “descoberto” ao acaso por Pedro Álvares Cabral e que teria sido ele o primeiro europeu a pisar em nosso solo. 

Porém, não havia como o rei de Portugal e Cabral não conhecerem a existência desse território. Isso porque, antes de Cabral gritar “terra à vista”, outro europeu já havia desembarcado por aqui, o português Duarte Pacheco Pereira, que circulou até pelos territórios do Maranhão e do Pará. Além disso, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón já havia estado em terras brasileiras alguns meses antes de Cabral. 

O incêndio no Reichstag alemão

O edifício Reichstag, onde funciona o parlamento alemão, foi acometido por um incêndio em 27 de fevereiro de 1933, apenas um mês após a posse de Adolf Hitler. O governante percebeu, então, que tinha a chance de aumentar o seu poder e endurecer o regime contando uma mentira. Hitler disse à população que o incêndio foi planejado e executado pelo líder comunista Marinus van der Lubbe. 

De acordo com ele, o incêndio seria parte de um plano dos comunistas para dominar o país. O pânico causado por esse declaração foi determinante para o começo do que se tornaria a ditadura nazista na Alemanha. Marinus van der Lubbe foi executado e muitos comunistas foram presos. Os nazistas se tornaram a maioria absoluta no parlamento. 

A Lei de Concessão de Plenos Poderes foi aprovada e, assim, Hitler concentrou os poderes em suas mãos. Para alguns historiadores, o incêndio seria uma “operação de falsa bandeira”, pois teriam sido os próprios nazistas os responsáveis por atear fogo ao parlamento para incriminar os comunistas. 

O repúdio do Brigadeiro Eduardo Gomes aos “marmiteiros”

Em 1945, o Brigadeiro Eduardo Gomes viu a sua candidatura cair com base em uma grande mentira. O concorrente de Gomes era o General Eurico Dutra, que contava com o apoio de Getúlio Vargas.

Além do apoio de Vargas, Dutra contou com um boato para sair vencedor. Aproveitando-se da imagem pouco popular do brigadeiro entre a população menos favorecida, a campanha do concorrente espalhou que ele teria dito que não precisava dos votos dos “marmiteiros”. 

A população mais humilde, sentindo-se ofendida, passou a aderir a candidatura de Dutra. No entanto, Eduardo Gomes nunca disse nada nem semelhante. Contudo, com a proporção da notícia falsa e o apoio de Vargas ao concorrente foi derrotado no pleito. 

As armas de destruição em massa do Iraque

No ano de 2003, os Estados Unidos iniciaram uma guerra tida como preventiva contra o Iraque. Colin Powell, secretário de estado norte-americano daquele período, alegou que os iraquianos tinham com certeza armas de destruição em massa. Essa afirmação foi feita diante do Conselho de Segurança da ONU. A afirmação foi reforçada com um power point que indicava onde estariam as armas. 

Essas informações teriam sido obtidas através de um informante denominado “Curveball”. Porém, a guerra que ceifou inúmeras vidas, iniciada pelo presidente George W. Bush, se mostrou sem razão, pois nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada.

Curveball (Rafid Ahmed Alwan al-Janabi) chegou a admitir ter mentido em troca da ajuda norte-americana para livrar seu país de Saddam Husseim. Os Estados Unidos não se importaram com a mentira, pois na verdade o que eles queriam era reagir aos ataques de 11 de setembro. Era indiferente o fato de que o Iraque não tinha qualquer relação com eles. 

Pesquise sempre para saber se está diante de um fato ou de uma fake news!

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