30/08/2021 Atualidades

O que é a Internet das Coisas?

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
O que é a Internet das Coisas?

Recebe o nome de Internet das Coisas, a tecnologia que objetiva conectar itens utilizados cotidianamente à rede mundial de computadores. É cada vez mais comum que eletrodomésticos, roupas, calçados, entre outros, sejam fabricados com a possibilidade de ser conectados à internet e outros dispositivos como smartphones, por exemplo.

O conceito de Internet das Coisas

Basicamente, a Internet das Coisas (em inglês Internet of Things – IoT) se refere à conexão de diferentes itens à internet e a dispositivos, como computadores e smartphones.

O objetivo é que o mundo físico e o digital caminhem no sentido de tornarem-se um só por meio de dispositivos que se comunicam uns com os outros. Aparelhos como o Google Glass ajudam a trazer essa ideia para a realidade, tirando a aura de ficção científica.

Desde que a conexão TCP/IP e a internet começaram a se popularizar, em 1991, se discute a possibilidade de conectar objetos. O cofundador da Sun Microsystems, Bill Joy, desenvolveu uma linha de pensamentos sobre conexão de Device para Device (D2D). Funciona como uma ligação dentro de um conceito mais amplo em que existem várias webs.

Como surgiu o termo Internet das Coisas?

Foi em 1999 que o termo “Internet das Coisas” foi proposto por Kevin Ashton do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Uma década depois, ele escreveu um artigo intitulado “A Coisa da Internet das Coisas” para o respeitado RFID Journal.

Naquele momento, a rede oferecia 50 Pentabytes de dados acumulados em registros, imagens e gravações. O especialista acreditava que a rotina das pessoas e a necessidade de velocidade faria com que se conectassem à internet de diferentes formas.

A Internet das Coisas evolui para que possa acumular dados mais precisos a respeito dos movimentos do ser humano, contribuindo para alternativas que utilizam os recursos naturais com melhor otimização. A revolução da Internet das Coisas tende a ser maior e mais significativa do que a gerada pela internet.

Internet das Coisas e suas aplicações

Já pensou em entrar em um carro que reconhece o seu rosto e sabe quais são as suas músicas preferidas e os seus trajetos recorrentes? Esse veículo inteligente pode se tornar realidade com o desenvolvimento da Internet das Coisas. Empresas como a Ford e a Intel já estão trabalhando em um projeto que pretende mudar a forma como as pessoas se relacionam com seus carros.

Esse tipo de sistema traz, além de conforto, mais segurança, pois, se, por exemplo, não reconhecer o motorista, tira uma foto e manda para o smartphone do dono. Assim, é possível evitar roubos e furtos.

Mas não é somente em carros que essa tecnologia pode ser empregada. A Thyssenkrupp, fabricante de elevadores, fez uma parceria com a Microsoft para desenvolver um sistema inteligente e online de monitoramento de elevadores.

A ideia é que esse software ofereça assistência em tempo real, evitando acidentes e possibilitando que as manutenções preventivas sejam mais focadas nas necessidades. Além de reduzir os custos de manutenção, é uma forma de garantir mais segurança para as pessoas que utilizam os elevadores. A Internet das Coisas pode ser aplicada à infraestrutura como uma facilitadora.

A conexão de objetos à internet pode ser utilizada também na área da saúde. Na Universidade da Califórnia de São Francisco (UCSF), o cirurgião Pierre Theodore utilizou o Google Glass para realizar uma cirurgia. Porém, nessa experiência houve alguns problemas com o comando de voz. Apesar das dificuldades, pode ser o começo do uso desses gadgets em massa pelos médicos.

Internet das Coisas no presente e a busca por unificação

Para quem pensa que a Internet das Coisas é uma tecnologia para longo prazo, é válido esclarecer que ela já está presente em nossas vidas. Já existem no mercado óculos, geladeiras, carros e elevadores que usam essa tecnologia. Hoje em dia, já é possível contar com a interferência da tecnologia em gadgets de pequeno porte e em infraestruturas grandiosas.

Rumo ao futuro

Estima-se que a Internet das coisas deverá codificar entre 50 e 100 bilhões de objetos, podendo, então, seguir o seu movimento. Cada pessoa está cercada por cerca de 1.000 a 5.000 objetos em média.

Em 2020, já havia mais de 25 bilhões de dispositivos conectados à internet das coisas. Os especialistas estão se dedicando ao desenvolvimento das próximas gerações de tecnologia.

A ideia é que através de um código seja possível detectar todos os objetos, algo que ainda não dá para fazer. O campo que mais tem recebido atenção dos estudiosos é o da conexão de dispositivos à internet através de sinais de rádio de baixa potência.

Isso porque esse tipo de sinal não demanda Wi-Fi e nem Bluetooth. Contudo, ainda se busca formas mais econômicas de utilizar a Internet das Coisas, que pode funcionar como uma grande aliada.

Agora você já conhece o conceito de Internet das Coisas. Navegue pelo blog do Hexag Medicina para conferir mais conteúdos informativos como este!

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