08/07/2022 Biologia

Ecossistemas aquáticos: quais são os tipos?

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Ecossistemas aquáticos: quais são os tipos?

Os ecossistemas aquáticos têm grande importância para o bem-estar do planeta. No artigo a seguir iremos apresentar os diferentes tipos desses ecossistemas. Esse é um tema recorrente em provas do Enem e vestibulares. Então, fique atento e continue a leitura para conhecer mais sobre o assunto. 

O que são ecossistemas aquáticos?

Em linhas gerais, os ecossistemas aquáticos são aqueles que contemplam os ambientes de água. Referem-se desde a pequenos corpos d’água até oceanos. Da mesma forma que acontece com os ecossistemas terrestres, também possuem variados tipos de relações ecológicas, além de interação entre os fatores bióticos e abióticos. 

Conheça os tipos de ecossistemas aquáticos

Os critérios utilizados para classificar os ecossistemas aquáticos são características como movimentação da água, temperatura, profundidade, salinidade e incidência de raios solares. A seguir iremos apresentar os dois principais tipos de ecossistemas aquáticos. 

Ecossistema marinho

Nos ecossistemas marinhos estão inclusos mares e oceanos, eles representam em torno de 71% da cobertura da superfície terrestre. Levando em consideração a profundidade das águas, esses ecossistemas, podem ser classificados como: 

Zona litoral

Trata-se da região entre os limites das marés que periodicamente fica exposta. 

Zona nerítica

Consiste na região do mar que está sobre a plataforma continental. Ela estende-se até 200 metros de profundidade recebendo a iluminação pela luz solar.

Zona oceânica

Essa é a região entre 200 e 2000 metros de profundidade. Nela não há incidência de iluminação da luz solar, os animais são mais escassos. 

Zona bêntica

Diz respeito ao fundo do mar que é habitado por alguns tipos de espécies. 

A classificação dos oceanos pode levar em consideração, ainda, as zonas que recebem ou não recebem os raios solares. 

Zona fótica

Essa região recebe a incidência de luz solar suficiente para que os seres produtores aquáticos realizem fotossíntese. 

Zona afótica

Nessa região não ocorre a incidência de raios solares, ela é habitada apenas pelos seres heterotróficos. 

Ecossistema de água doce

Nessa categoria estão os lagos, córregos, geleiras, lagoas, rios e reservatórios subterrâneos. Esses ecossistemas podem ser classificados de acordo com as seguintes zonas: 

Zona úmida ou alagados

Caracterizam-se por serem áreas de solo saturado com água em que há um tipo característico de vegetação. Podemos citar como exemplos os brejos e os pântanos. Em associação ao ambiente marinho há os manguezais. 

Zona lêntica

São áreas de água com pouco fluxo ou que são paradas como poças, lagos, lagoas e reservatórios subterrâneos. 

Zona lótica

São áreas com água doce corrente como córregos, rios e riachos. 

Há, ainda, estuários encontrados na foz dos rios que se encontram com os mares. Eles têm como característica principal a combinação de água doce e água salgada. Como recebem nutrientes do mar e do rio, apresentam elevada produtividade. 

Conheça a cadeia alimentar aquática

O conceito de cadeia alimentar diz respeito ao caminho realizado pela matéria e pela energia que é iniciado com os seres produtores e finalizado com os decompositores. Nos ecossistemas aquáticos, o fitoplâncton é um produtor primário relevante. Ele representa a base da cadeia alimentar sendo o alimento de outros organismos. 

Qual é a importância dos ecossistemas aquáticos?

Recebe o nome de ecossistema a unidade básica do estudo da Ecologia. É nele que todas as relações ecológicas se desenvolvem entre as espécies, assim como a interação delas com os fatores ambientais.

Para o ser humano é imprescindível que haja equilíbrio nos ecossistemas aquáticos. Não podemos nos esquecer de que a água é o recurso mais relevante para que possamos sobreviver.

A água é vital, não apenas para o ser humano, como também para os animais, vegetais e para o planeta de forma geral. No entanto, a situação atual desses ecossistemas têm acendido o sinal de alerta. 

Quais são as principais ameaças aos ecossistemas aquáticos?

As ações do ser humano têm modificado consideravelmente os ecossistemas aquáticos. Podemos citar como exemplo a eutrofização, esse processo adiciona matéria orgânica aos ambientes aquáticos devido ao escoamento de esgotos ou de resíduos industriais. Trata-se de uma condição que muda o funcionamento da cadeia alimentar, gerando desequilíbrio no ecossistema além de contaminar a água.

Outro fator que representa grande ameaça para os ecossistemas aquáticos é a poluição da água. É uma condição que pode levar à destruição desses ecossistemas, além de eliminar diversas espécies. Devemos mencionar também a caça desenfreada como um fator que tem ajudado a tornar a situação mais alarmante.

Para se ter uma ideia, há estudos que identificaram que a capacidade de captura de algumas espécies de peixes supera a capacidade deles de se reproduzir. Isso pode levar, em médio e longo prazo, a um desequilíbrio ecológico.

A manutenção do equilíbrio dos ecossistemas aquáticos é essencial para que o planeta se mantenha habitável para as gerações futuras. É urgente que medidas de proteção sejam adotadas. 

Agora você conhece os tipos de ecossistemas aquáticos e as principais ameaças para sua manutenção. Para conferir mais conteúdos como este e dicas para o Enem e o vestibular, acesse outros posts do blog do Hexag Medicina!

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