11/12/2020 Geografia

Como se forma um ciclone

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Como se forma um ciclone

Entender como se forma um ciclone contribui para que o conceito possa ser entendido com mais facilidade. Os ciclones podem ser definidos como tempestades tropicais formadas em centros de baixa pressão em decorrência da convergência dos ventos. Há dados que comprovam sua formação, especialmente sobre oceanos de regiões tropicais.
 
São grandes massas de ar que realizam movimentos giratórios, podendo se deslocar de uma região a outra. Resumidamente, os ciclones são massas de ar grandiosas e muito carregadas de umidade que acarretam chuvas torrenciais em torno de um centro de baixa pressão atmosférica. Mas, como os ciclones se formam? Continue lendo e confira essa resposta.

Entenda como se forma um ciclone

O fator gerador dos ciclones é a movimentação do ar que ocorre em uma área de baixa pressão atmosférica. Nessas áreas, há pressão atmosférica inferior em comparação às áreas circundantes. Os ventos sopram para dentro, no hemisfério Sul giram no sentido horário, enquanto no hemisfério Norte giram no sentido anti-horário.
 
A redução da pressão atmosférica resulta da elevação do ar quente e úmido (que é menos denso) – encontrado geralmente sobre as regiões tropicais – para as camadas superiores e rebaixamento do ar frio e seco (que é mais denso) para a superfície. Quando o ar quente e úmido se eleva, passa por processo de condensação, gerando grande liberação de calor.
 
A massa de ar é aquecida, dando origem a um processo de convecção que leva à instabilidade da área e tem como consequência a formação do ciclone. Ciclones podem percorrer distâncias longas e, conforme são alimentados pela umidade, tornam-se mais intensos.

Ciclone, tornado e furacão

Alguns meteorologistas usam a nomenclatura de ciclone ou tempestades tropicais como uma forma genérica de classificar fenômenos como furacões, tufões e tornados. A diferenciação entre esses fenômenos se dá pela sua intensidade e o local em que se formam. Saiba mais sobre esses fenômenos.

Tornados

Esses fenômenos meteorológicos se caracterizam pelo seu elevado poder de destruição. Os ventos dos tornados podem atingir velocidades superiores a 400 km/h, porém, apresentam duração menor em comparação com os furacões.
 
Têm a forma de redemoinho, que é formado por tempestade correspondente a ventos giratórios com o formato de funil. É um fenômeno continental, se ocorre sobre massas de água é chamado de tromba d’água.

Furacões

Esse fenômeno é resultado de tempestades tropicais com ventos cuja velocidade é superior a 119 km/h. O cálculo da intensidade dos furacões pode ser feito considerando a pressão do seu centro, parte chamada normalmente de olho do furacão.
 
Na porção leste do Oceano Pacífico ou no Oceano Atlântico, o fenômeno é denominado furacão. Já quando ocorre na porção oeste do Pacífico (particularmente na Ásia) passa a ser chamado de tufão.

Ciclones

Os ciclones podem ser classificados de acordo com a sua origem, intensidade e características. A seguir vamos apresentar a conceituação das três classificações possíveis para ciclones.

Ciclone tropical

Apresenta tempestade torrencial com associação a ventos em alta velocidade, consistem em centros de baixa pressão formados em torno dos trópicos. Geralmente, possuem uma nuvem arredondada com mais de um braço ciclônico. Possui tamanho variável e não está associado a frentes frias.

Ciclone extratropical

Também se constituem em centros de baixa pressão, mas são formados em latitudes médias ou altas, ou seja, fora dos trópicos. Resulta do contraste entre uma massa de ar frio e uma massa de ar quente, estando associado a massas de ar frio. Têm ventos mais fracos e apresentam duração mais rápida do que os ciclones tropicais.

Ciclone subtropical

Esses centros de baixa pressão são formados entre os trópicos, sua parte central possui temperatura mais elevada do que a atmosfera no seu entorno. Não há relação entre a sua formação e a existência de frente fria. Apresenta tamanho horizontal reduzido em comparação com os ciclones extratropicais. São responsáveis por causar um grande volume de chuvas e ventos bastante intensos.

Ciclone x Anticiclone: quais são as diferenças?

Explicamos anteriormente que ciclones consistem em áreas de baixa pressão atmosférica em comparação com as regiões vizinhas, tendo convergência de ventos. Os anticiclones, por sua vez, são o oposto, ou seja, são áreas cuja pressão atmosférica é maior em comparação com as áreas vizinhas, nelas ocorre a dispersão de ventos.
 
Além disso, ciclones e anticiclones apresentam direções dos ventos diferentes. Lembra que dissemos que os ciclones giram em sentido horário no hemisfério Sul e em sentido anti-horário no hemisfério Norte? Pois bem, os anticiclones giram em sentido horário no hemisfério Norte e em sentido anti-horário no hemisfério Sul.

Os ciclones representam áreas de instabilidade, estando relacionados com ventos intensos e tempestades fortes. Os anticiclones representam áreas de estabilidade em que normalmente não há formação de nuvens em decorrência da baixa umidade.

Ciclones acontecem no Brasil?

Sim, especialmente na região Sul do país, no período entre 2004 e 2016 – de acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Oceanografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – houve o registro da ocorrência de dois ciclones tropicais e cinco ciclones subtropicais.
 
O único ciclone que alcançou o continente foi o Ciclone Catarina que, em 2004, foi responsável por grande destruição no estado de Santa Catarina. Mais de 20 mil pessoas ficaram desabrigadas e 11 perderam a vida. Esse ciclone era classificado como extratropical, no entanto, mudou de categoria ao se deslocar, passando a ser um ciclone tropical.
 
Agora você já sabe como se forma um ciclone! Para conferir mais conteúdos de geografia, além de dicas para o Enem e o vestibular, fique ligado no Blog do Hexag Medicina!

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