18/03/2021 Geografia

Relevo brasileiro: conheça as principais características

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Relevo brasileiro: conheça as principais características

O relevo brasileiro se caracteriza por apresentar grandes variações regionais, com destaque para depressões, planaltos e planícies. Entende-se por relevo as diversas formas da superfície terrestre que se diferenciam de acordo com a estrutura geológica de origem e agentes de formação e de transformação. Continue lendo para conhecer melhor as principais características do relevo do Brasil.

O relevo brasileiro e suas características

O relevo brasileiro se originou a partir de estruturas geológicas que são compostas em especial por formações sedimentares recentes e estruturas vulcânicas e cristalinas muito antigas. Houve grande influência dos fatores exógenos em seu processo de formação e transformação, ou seja, por agentes formadores e modeladores do relevo que agem na superfície da Terra.

A formação do relevo brasileiro não sofreu grande impacto pela movimentação tectônica do Período Terciário, entre 65 e 1,5 milhões de anos. Essa movimentação foi a responsável por formar os dobramentos modernos como o Himalaia e os Andes.

Devido a isso, o relevo brasileiro se caracteriza por muitas áreas de médias e baixas altitudes. No Brasil não ocorreu a formação de dobramentos modernos e os seus escudos cristalinos mais elevados passaram pelo desgaste dos agentes modeladores do relevo.

Classificações do relevo

No decorrer da evolução dos estudos geográficos a respeito do território nacional, foram feitas diferentes classificações que consideraram fatores variados e a tecnologia que existia no momento.

Classificação do relevo brasileiro de Aroldo de Azevedo

A mais antiga classificação foi feita pelo autor Aroldo de Azevedo, em 1940, que fez a divisão do relevo brasileiro conforme o seu perfil topográfico. A classificação dele dividiu o relevo em oito compartimentos sendo:

Quatro planaltos: áreas em que as altitudes superam 200 metros e que correspondiam a 59% do território brasileiro.

Quatro planícies: áreas com altitudes de até 200 metros que equivalem a 41% do território nacional.

Classificação do relevo brasileiro de Aziz Nacib Ab’Saber

Uma nova classificação do relevo brasileiro foi publicada na década de 1970 por Aziz Nacib Ab’Saber. Para desenvolvê-la, ele se valeu de pressupostos da Geomorfologia e fez a divisão do relevo conforme as suas características e formação. Nessa classificação o país foi dividido em dez compartimentos, sendo sete planaltos e três planícies.

Classificação do relevo brasileiro de Jurandyr Ross

A classificação do relevo brasileiro mais aceita atualmente é a de Jurandyr Ross. Sua base foram os estudos geomorfológicos do país realizados até o ano da publicação (1995), as obras de Aziz Nacib Ab’Saber e o projeto RadamBrasil. Esse projeto realizou um sistemático mapeamento e levantamento dos recursos naturais do Brasil, assim como usou imagens aéreas.

Os critérios utilizados foram o processo de formação das formas do relevo, a estrutura geológica do terreno e o nível altimétrico. A classificação de Jurandyr Ross dividiu o relevo brasileiro em 28 unidades de áreas de: planaltos, planícies e depressões.

Principais características do relevo brasileiro

Confira, a seguir, as principais características dos planaltos, planícies e depressões do relevo brasileiro.

Planaltos

Os planaltos são áreas de médias e elevadas altitudes. As superfícies são irregulares e os processos de erosão são predominantes. Nessa classificação há onze unidades de planaltos brasileiros:

  • Planalto da Amazônia Oriental;
  • Planalto da Amazônia Ocidental;
  • Planalto sul-rio-grandense;
  • Planalto da Borborema;
  • Planalto e Chapadas da Bacia do Parnaíba;
  • Planaltos Residuais Norte-amazônicos;
  • Planaltos e Chapadas dos Parecis;
  • Planaltos e Serras de Goiás-Minas;
  • Planaltos Residuais Sul-amazônicos;
  • Planalto e Chapadas da Bacia do Paraná;
  • Serras Residuais do Alto Paraguai;
  • Planalto e Serras do Atlântico Leste.

Planícies

São superfícies planas e com baixa altitude que se formaram a partir do acúmulo de sedimentos de origem fluvial, marinha ou lacustre. De acordo com a classificação de Jurandyr Ross, o Brasil possui seis áreas de planície que são:

  • Planície do Rio Araguaia;
  • Planície e Pantanal do Rio Paraguai ou Mato-grossense;
  • Planície do Rio Amazonas;
  • Planície das Lagoas dos Patos- Mirim;
  • Planície e Pantanal do Rio Guaporé;
  • Planícies e Tabuleiros Litorâneos.

Depressões

As depressões se formaram a partir de processos de erosão em áreas de contato entre os maciços cristalinos (materiais de maior resistência) e bacias sedimentares (materiais com menos resistência). Estão nessa classificação onze unidades:

  • Depressão Cuiabana;
  • Depressões Marginal Norte-amazônica;
  • Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná;
  • Depressão do Araguaia;
  • Depressão Marginal Sul-amazônica;
  • Depressão do Miranda;
  • Depressão Periférica Sul-rio-grandense;
  • Depressão do Alto do Paraguai-Guaporé;
  • Depressão do Tocantins;
  • Depressão Sertaneja e do Rio São Francisco.

Relevo sem montanhas

As três classificações que apresentamos anteriormente não incluem montanhas ou cadeias de montanhas no território do Brasil. O motivo para isso é que não houve no território brasileiro a formação de dobramentos modernos. Os picos mais elevados (que são: Pico da Neblina, Pica da Bandeira, Pico 31 de Março, entre outros) não se originaram desse tipo de estrutura geológica, de maneira que não podem ser classificados como montanhas.

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