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Médicos famosos que revolucionaram a medicina

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A inovação não para no mundo da medicina. Quer um exemplo bem atual? Hoje, em meio a uma pandemia, médicos e cientistas do mundo todo buscam tratamentos e uma vacina capaz de combater o novo coronavírus
 
A todo instante surgem doenças, tratamentos, maneiras mais efetivas de resolver um problema de saúde, entre outras modernidades. As descobertas não param, ainda bem! Isso significa que o tempo todo encontramos novas soluções para curar e cuidar. 
 
Todo médico contribui com essa missão, mas alguns se destacam por colaborarem com atitudes, ideias, métodos, técnicas e formatos nunca antes registrados, que acabam revolucionando a história da medicina. Alguns, inclusive, são brasileiros.
 
Neste artigo, vamos apresentar a você 10 médicos, do Brasil e do mundo, que vale a pena conhecer. Confira!
 

Andreas Vesalius (1514 – 1564)

 
Considerado o pai da anatomia moderna, Andreas Vesalius foi um médico belga que iniciou os estudos em cadáveres. Antes dele, as descobertas eram baseadas, em sua maioria, na dissecação de animais. 
 
Em busca de mais conhecimento sobre a anatomia humana, o médico muitas vezes violava covas em cemitérios em busca de um novo material de estudo. Suas descobertas deram origem à obra De Humani Corporis Fabrica, um atlas de anatomia considerado uma das obras-primas da medicina.
 

William Harvey (1578 – 1647)

 
O médico britânico William Harvey ficou conhecido por ser um dos primeiros a descrever corretamente o funcionamento do sistema circulatório e do bombeamento do sangue pelo corpo. A vida toda ele se dedicou especialmente ao estudo da anatomia do coração, de veias e artérias. 
 
Para chegar às suas conclusões e descobertas médicas, ele dissecava animais e observava a cavidade torácica. O resultado do seu trabalho está na obra Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis in Animalibus.
 

Edward Jenner (1749 – 1823)

 
O médico britânico Edward Jenner foi quem criou a vacina contra a varíola, doença devastadora que matava até 40% dos doentes no século 18. Ele descobriu que, se uma pessoa é infectada com varíola bovina, ela adquire uma certa imunidade contra a varíola humana. A partir daí foi descoberta a primeira vacina. 
 

Crawford Long (1815 – 1878)

 
Nem sempre as cirurgias contaram com anestesia. Até o século 19, era comum ver pacientes desmaiarem de dor enquanto eram operados. Foi então que descobriram o poder anestésico do éter. Crawford Long foi o primeiro médico de que se tem registro a testar a teoria. Ele convenceu o paciente a cheirar uma toalha embebida em éter até ficar inconsciente. Deu certo, o paciente conseguiu passar pela cirurgia sem sentir as dores e sem se lembrar de nada.
 

Alexander Fleming (1881 – 1955) 

 
Os antibióticos revolucionaram a medicina. O primeiro deles, a penicilina, foi descoberto em 1929 pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming.
 

Virgínia Apgar (1909 – 1974)

 
Virgínia Apgar foi a médica responsável pelo que viria a ser a neonatologia. Ela foi a responsável pelo desenvolvimento da Escala de Apgar, uma avaliação realizada ainda nos primeiros minutos de vida do bebê após o parto, que auxilia na detecção de possíveis anormalidades.
 

Zilda Arns Neumann (1934 – 2010)

 
A médica brasileira Zilda Arns Neumann colaborou com a propagação do soro simples, ou soro caseiro, formado pela mistura de água, sal e açúcar. Foi assim que ela ajudou muitas crianças e se recuperarem de diarreia e desidratação. Antes desse trabalho, a mortalidade infantil era estimada em 62 óbitos por mil. Depois, caiu para 20 mil.
 

José Eduardo Sousa (1934)

 
O maranhense José Eduardo Sousa participou do primeiro exame de cateterismo no mundo e trouxe a técnica para o Brasil. Em 1999, o médico criou o famoso stent, um implante de aço inoxidável que é inserido no coração via catéter para funcionar como uma prótese de metal dentro da coronária. 
 

José Pedro da Silva (1947)

 
O cirurgião cardiovascular José Pedro da Silva, com especialidade em crianças, revolucionou a cirurgia de Ebstein, que corrige uma má-formação congênita que impede o sangue de circular pelos dois lados do coração. Sua técnica consiste em fazer um cone com o tecido do próprio paciente para que o sangue percorra seu caminho natural. Antes, o paciente deveria fazer uma cirurgia a cada dez anos. Depois, a ideia é que ele não precise mais voltar para a sala de cirurgia por causa desse problema. 
 
Sua descoberta foi publicada no Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery, em 2007. Hoje, Silva é recomendado pelo Children’s Hospital de Boston, ligado a Harvard, para casos complicados. 
 

Antônio de Salles (1955)

 
O neurocirurgião brasileiro Antônio de Salles criou o marca-passo cerebral que revolucionou o tratamento da obesidade e do mal de Alzheimer. A primeira cirurgia do tipo foi feita por sua equipe em 1996. Segundo o médico, problemas como bulimia, anorexia e até depressão podem ser tratadas com esse implante cerebral.
 
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