05/05/2021 História

O que é a Paleontologia?

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
O que é a Paleontologia?

A palavra paleontologia se origina da combinação dos termos: palaios (antigo), ontos (coisas existentes) e logos (estudo), logo, se trata do estudo das coisas antigas. Essa é a área do conhecimento que visa pesquisar registros deixados por organismos de tempos passados em rochas.

Os fósseis são motivo de curiosidade e atenção da humanidade há muito tempo, que tal entender melhor essa área de estudos? Siga a leitura e saiba mais!

O que é paleontologia?

A paleontologia é a área de estudo que se ocupa de investigar a vida do passado do planeta e como ela se desenvolveu no decorrer do tempo geológico. Outro ponto relevante abordado pela paleontologia diz respeito à observação de como ocorrem os processos de integração da informação biológica com o registro geológico que dá origem à formação de fósseis. O profissional que atua nessa área é denominado paleontólogo.

Fósseis

A vida em nosso planeta teve início há aproximadamente 3,8 bilhões de anos e, no decorrer desse tempo, restos de vegetais e animais, assim como indicativos de suas atividades, foram preservados em rochas. Os indícios e restos que servem de objeto para o estudo da paleontologia recebem o nome de fósseis.

É importante especificar que a paleontologia não se resume a uma ciência que estuda fósseis. Trata-se de uma área da ciência que busca entender como era a vida no passado geológico da Terra. Na paleontologia ocorre o cruzamento das ciências biológicas e geológicas. Dessa forma, é imprescindível ter conhecimento de Geografia para atuar nesta área.

Rochas sedimentares: local onde os fósseis são preservados

Os fósseis são a base do trabalho dos paleontólogos e comumente são preservados em rochas sedimentares. Essas rochas se caracterizam por serem formadas através de processos de consolidação de sedimentos, como areia e argila, por exemplo. Os sedimentos, por sua vez, são resultantes da dissolução de outras rochas que podem ser metamórficas, ígneas ou até sedimentares.

Fósseis: outras possibilidades

Devemos destacar que não é somente nas rochas que os fósseis são encontrados. Há a possibilidade de que os restos de organismos se preservem em âmbar, por congelamento ou mumificação. Âmbar é um tipo de resina oriunda de árvores angiospermas e gimnospermas.

Outra forma de preservação é o chamado congelamento ou mumificação, como alguns autores preferem denominar. A exposição de um organismo a temperaturas extremas evita que a decomposição de pele, músculos e pelos aconteça, resultando na preservação.

Dois locais que costumam dar boas contribuições de organismos preservados são a Sibéria e o Alasca. Já foram encontrados animais como rinocerontes, mamutes lanosos, lobos, entre outros espécimes, congelados desde o acontecimento da última glaciação do Pleistoceno, que data de até 45.000 anos.

Tipos de fósseis

Os paleontólogos geralmente diferenciam os fósseis em dois grupos: somatofósseis e icnofósseis.

Somatofósseis

Os chamados somatofósseis são fósseis que se constituem em partes ou restos do corpo de organismos. Podem ser carapaças, ossos, caule de vegetais, garras, entre outros.

Icnofósseis

Neste grupo estão os vestígios ou rastros deixados por organismos. Em linhas gerais, refere-se ao resultado de atividades dos organismos em um substrato. Podem ser pegadas, tocas, urina, fezes, trilhas, construções de ninhos. Apesar de não parecerem tão interessantes quanto os somatofósseis, os icnofósseis são essenciais para compreender o comportamento de animais que viveram no passado.

Como ocorre o processo de fossilização?

O processo de fossilização demanda que o organismo esteja no lugar e na hora certos. Trata-se de um processo dependente de uma série de condições e, por isso, há diversas possibilidades de falhas no decorrer das etapas.

Para se ter uma ideia, estima-se que menos de 1% de todas as espécies que já viveram em nosso planeta se tornaram fósseis. Entenda, a seguir, como ocorre o processo de fossilização.

Primeiros passos

O processo de fossilização tem início com a morte do organismo. Geralmente, em seguida à morte se tem início à decomposição, que é realizada por larvas de inseto, bactérias e outros agentes. Para que a fossilização aconteça, é necessário que esse evento de decomposição não ocorra ou ocorra em escala minimizada, mantendo algo para ser analisado posteriormente.

Sedimentos

É nesse ponto da história do fóssil que entram os sedimentos, os restos do organismo precisam estar envolvidos em camadas e camadas desses sedimentos para que possam ser preservados.

A fossilização depende do soterramento dos restos do organismo. Após estarem soterrados, esses restos passam por processos de substituição da matéria original que forma os seus ossos. Trata-se de um processo muito lento que consiste na substituição dos minerais presentes no sedimento.

Depois que essa substituição da matéria original acontece, chegamos à forma do material preservada e formada por minerais. Devemos ressaltar que esse é apenas um dos processos de fossilização que podem acontecer. Há o entendimento de alguns autores que um material somente pode ser considerado como um fóssil se ele datar de pelo menos 11.000 mil anos.

Paleontologia: para que ela serve?

A paleontologia é essencial para que ocorra o resgate de informações sobre um passado remoto com a compreensão da história evolutiva da humanidade. A partir dos estudos dessa área, podemos saber como eram os organismos do passado e o que ocasionou o desaparecimento deles do planeta. Essa é a única ciência que oferece as peças para a compreensão da diversidade de formas de vida que temos no planeta.

A paleontologia é uma área de estudos de grande relevância para a compreensão da vida na Terra! Para conferir mais conteúdos informativos, além de dicas para o Enem e o vestibular, navegue pelo blog do Hexag Medicina!

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