14/01/2021 História

O que foi e quanto tempo durou a Idade Média?

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
O que foi e quanto tempo durou a Idade Média?

Entender o que foi e quanto tempo durou a Idade Média é imprescindível para compreender alguns rumos da história. O termo Idade Média é utilizado pelos historiadores para nomear o período transcorrido entre os anos de 476 e 1453. Essa periodização é dividida em quatro idades: Antiga, Média, Moderna e Contemporânea.

O que foi e quanto tempo durou a Idade Média?

O início do período conhecido como Idade Média se deu no século V, com a desagregação do Império Romano do Ocidente. Houve a mescla da cultura latina, de origem romana, com a cultura germânica, oriunda de povos que invadiram as terras de Roma. Geralmente, os temas pertencentes a esse período têm relação direta ou indireta com a Europa.

O período da Idade Média foi marcado pelo intenso processo de ruralização do continente europeu, especialmente entre os séculos V e X. O feudalismo se consolidou e a Igreja Católica adquiriu grande poder político nesse período histórico. O processo de renascimento urbano, iniciado no século XI, contribui significativamente para a crise do século XIV, que culmina no fim da Idade Média.

O início e o fim da Idade Média

O marco de início desse período é a destituição de Rômulo Augusto do trono romano, que ocorreu no ano de 476. O fim da Idade Média é marcado pela conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1453. Esse período histórico é subdividido pelos historiadores em duas fases:

Alta Idade Média

Período transcorrido entre os séculos V e X. Nessa etapa, o continente europeu absorvia as mudanças decorrentes da desagregação do Império Romano. O sistema feudal estava em formação e processo de consolidação.

Baixa Idade Média

Período transcorrido entre os séculos XI e XV. Nessa etapa ocorreu o auge do feudalismo. A Europa passou a vivenciar as transformações decorrentes do renascimento urbano e comercial.

Por que o nome de Idade Média?

A popularização do termo Idade Média para se referir ao período entre os anos de 476 e 1453 se deu no século XVI, durante o Renascimento. O bispo italiano Giovanni Andrea foi um dos primeiros a usar tal nomenclatura, que tinha um sentido pejorativo.

Para os renascentistas, essa fase histórica foi marcada pela interrupção da tradição clássica dos gregos e romanos. Exatamente por isso, eles chamaram o seu próprio período de Renascimento. Havia a crença de que estavam vivenciando uma nova etapa de evolução científica e produção artística.

Dessa forma, a Idade Média era vista com um período de retrocesso, um momento ruim da história que estava sendo deixado para trás. Era comum que, durante o Renascimento, o período fosse referenciado como Idade das Trevas. Os historiadores, em sua grande maioria, não concordam com tal nomeação e classificação.

Feudalismo: desenvolvimento e consolidação durante a Idade Média

Durante a Idade Média houve um tipo específico de organização social, cultural, política, econômica e ideológica, que recebeu o nome de feudalismo. No período entre os séculos V e X, o sistema feudal passou pelo processo de estruturação.

Nessa fase, as relações políticas de vassalagem ainda estavam sendo delineadas. Pouco a pouco, a Igreja Católica fortalecia o seu poderio e o continente europeu ia se tornando cada vez mais rural.

O auge do feudalismo ocorreu entre os séculos XI e XIII, em especial nas regiões que atualmente correspondem aos territórios da França, Alemanha e norte da Inglaterra e da Itália. O processo de urbanização do continente europeu, ocorrido a partir do século XIV, levou à decadência do sistema feudal.

A economia no sistema feudal

A ruralização da Europa se refletiu no fortalecimento de atividades agrícolas, que se tornaram a base econômica do feudalismo. O fim do Império Romano levou uma grande quantidade de pessoas empobrecidas a se estabelecerem no entorno de grandes propriedades rurais em busca de alimento e proteção. A partir daí se estabeleceu um sistema de exploração servil dos camponeses pelos senhores feudais.

Basicamente, os senhores feudais permitiam que os camponeses se instalassem em suas terras desde que recebessem parte da produção como pagamento. Os camponeses pagavam diversos tipos de tributos a eles. Ao senhor feudal cabia a obrigação de proteger os camponeses instalados em suas terras. A Igreja Católica adquiriu grande poder político, interferindo nos rumos da história.

Sociedade feudal

A sociedade feudal era dividida em classes cujas funções eram muito bem definidas:

Nobreza (bellatores): detentores de terras que tinham como função proteger a sociedade.

Clero (oratores): uma classe privilegiada, assim como a nobreza, o clero era formado por membros da Igreja Católica. Eram responsáveis por cumprir funções religiosas.

Camponeses (laboratores): grupo de pessoas empobrecidas que era responsável por sustentar a sociedade feudal com seu trabalho e pagamento de impostos elevados.

Vassalagem

A vassalagem é uma das principais características do feudalismo. Regendo a relação entre rei (suserano) e nobres (vassalos), essa estrutura nasceu por volta do século VIII. Rei e nobres firmavam um acordo de laços de fidelidade entre si. Os vassalos recebiam a terra (feudo) e como pagamento ajudavam o rei a administrar o reino e executar a justiça.

Acontecimentos marcantes da Idade Média

Por ter sido um período bastante extenso, a Idade Média foi marcada por diversos acontecimentos, no entanto, alguns se destacam por seus impactos. Destacamos o caso dos francos, um povo de origem germânica estabelecido na Gália. Eles formaram um reino que inicialmente foi governado pelos merovíngios e, em seguida, pelos carolíngios. A primeira grande dinastia a governar um reino europeu. O principal rei desse período, Carlos Magno, formou um império de território bastante vasto.

No século VII, houve o rompimento do Ocidente com o Oriente, em especial pelo fato de que os muçulmanos conquistaram a Península Ibérica. Foi nesse período que nasceu o islamismo. Carlos Martel, em 732, foi o responsável por deter o avanço muçulmano na Europa. A Igreja Católica, alguns séculos mais tarde, deu início a uma guerra contra os muçulmanos para ampliar a sua riqueza até o Oriente.

Entre os séculos XI e XII ocorreram as Cruzadas, tropas cristãs marcharam contra os muçulmanos no norte do continente africano e na Palestina. Totalizaram-se nove cruzadas, em 1095 o Papa Urbano II convocou a primeira delas. Em 1272 foi encerrada a nona e última Cruzada. Os cristãos não alcançaram seu objetivo inicial de conquistar Jerusalém. Também se destacam no período da Idade Média o Império Bizantino e a Inquisição.

Fim da Idade Média

A Idade Média chegou ao fim em decorrência de alguns fatores, em especial o renascimento urbano e comercial que ocorreu na Europa no século XI. Com o desenvolvimento de novas técnicas agrícolas foi possível produzir um volume maior de alimentos, o excedente passou a ser comercializado. A população aumentou e o comércio se fortaleceu, acarretando maior circulação de moedas.

O aumento da população fez com que cada vez mais pessoas se mudassem para as cidades. Houve um intenso êxodo rural no século XIII. O século XIV é marcado por uma grande crise e se tornou o marco final da Idade Média.

Foi um período de grande destruição decorrente de guerras, fome e da Peste Negra (surto de peste bubônica que dizimou 1/3 da população do continente europeu). Houve reorganização do estado com o nascimento dos Estados Nacionais e fortalecimento do mercantilismo.

A Idade Média foi um longo período histórico marcado por transformações. Para conferir mais conteúdos de história, além de dicas para o Enem e o vestibular, fique ligado no Blog do Hexag Medicina!

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