12/07/2021 História

Resumo sobre a República Velha brasileira

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Resumo sobre a República Velha brasileira

O período histórico brasileiro que se estende de 1889 a 1930 é conhecido como República Velha. O marco inicial desse período é a Proclamação da República e o final a Revolução de 1930. Como se trata do início da fase republicana no Brasil é chamada pelos historiadores de Primeira República.

O que foi a República Velha?

Como citado anteriormente, a chamada República Velha é conhecida pelos historiadores como Primeira República. O início desse período ficou marcado pela Proclamação da República, processo que levou Deodoro da Fonseca a assumir o cargo de presidente. De 1889 a 1894, houve a chamada República da Espada.

A República Velha teve 13 presidentes ao todo e outros dois que não assumiram o cargo. Esse período se caracterizou pelo clientelismo, mandonismo e coronelismo. O arranjo político das oligarquias estava baseado na política dos governadores e na política do café com leite.

Durante esse período, o Brasil passou por uma fase de desenvolvimento industrial embrionário que levou ao nascimento do movimento operário brasileiro. Houve diversas revoltas no país motivadas em parte pela desigualdade social e a corrupção. O acontecimento que precipitou o fim da República Velha foi a Revolução de 1930, fato que inaugurou a chamada Era Vargas.

República Velha: contexto histórico

Em 15 de novembro de 1889, ocorreu a Proclamação da República que deu início ao período da República Velha. Na manhã desse dia que entrou para a história, o marechal Deodoro da Fonseca liderou os militares em uma ação que derrubou o Visconde de Ouro Preto do Gabinete Ministerial. Logo em seguida, no mesmo dia, o vereador do Rio de Janeiro, José do Patrocínio, proclamou a República.

Deodoro da Fonseca foi escolhido como presidente provisório e, em 1891, foi eleito presidente para um mandato de quatro anos. Contudo, ele renunciou ao cargo, sendo sucedido pelo marechal Floriano Peixoto, seu vice. Peixoto permaneceu no cargo até 1894. O período entre os anos de 1889 e 1894 foi chamado de República da Espada por ter tido o governo de dois presidentes militares.

Presidentes da República Velha

A República Velha (1889-1930) teve, ao todo, treze presidentes que assumiram o cargo, veja quais são eles a seguir. Durante esse período, dois presidentes não assumiram por questões de saúde ou de política.

  • Deodoro da Fonseca (1889-1891);
  • Floriano Peixoto (1891-1894);
  • Prudente de Morais (1894-1898);
  • Campos Sales (1898-1902);
  • Rodrigues Alves (1902-1906);
  • Afonso Pena (1906-1909);
  • Nilo Peçanha (1909-1910)
  • Hermes da Fonseca (1910-1914);
  • Venceslau Brás (1914-1918);
  • Delfim Moreira (1918-1919);
  • Epitácio Pessoa (1919-1922);
  • Artur Bernardes (1922-1926);
  • Washington Luís (1926-1930).

Presidentes eleitos que não assumiram o cargo

Rodrigues Alves foi eleito para um segundo mandato em 1918, porém, não pode assumir por ter contraído gripe espanhola, após algum tempo faleceu. O vice de Alves assumiu o cargo para que fosse possível realizar uma nova eleição na qual Epitácio Pessoa foi eleito. O segundo presidente eleito que não assumiu o cargo foi Júlio Prestes devido à ocorrência da Revolução de 1930.

Principais características da República Velha

O período da República Velha ficou marcado na história especialmente pelo domínio exercido pelas oligarquias. Oligarquias eram grupos pequenos, quase sempre associados à agricultura e pecuária, que detinham o poder político e econômico.

As práticas que permitiam o controle das oligarquias no Brasil ficaram conhecidas como: mandonismo, coronelismo e clientelismo. Saiba mais sobre cada uma delas abaixo.

Mandonismo

Nome dado ao controle que algumas pessoas exercem sobre outras pelo fato de terem a posse de terras. No contexto da República Velha, o controle era exercido por grandes proprietários de terra sobre a população local.

Coronelismo

Essa era a prática em que o coronel (indivíduo detentor de terras) exercia domínio sobre as populações locais, de maneira a conquistar os votos necessários para que os interesses da oligarquia fossem atendidos. Essa conquista de votos podia ser feita através de intimidação ou pela distribuição de cargos públicos que estavam sob o controle do coronel.

Clientelismo

Trata-se de uma troca de favores entre duas partes. Não era necessário ter a figura do coronel para que ocorresse, bastava que houvesse uma entidade politicamente superior que fazia um favor para outra que fosse inferior em troca de benefício.

Política dos governadores na República Velha

Também chamada de política dos estados, a política dos governadores foi criada no governo de Campos Sales. Tornou-se a estrutura de funcionamento da política brasileira durante todo o período da República Velha. No decorrer dessa fase histórica, essa política foi responsável por consolidar uma aliança entre Executivo e Legislativo.

Basicamente, o Governo Federal apoiava a oligarquia mais poderosa de cada estado para reduzir as disputas internas entre diferentes oligarquias locais. A contrapartida dessas oligarquias era a de eleger deputados que estivessem alinhados com as pautas do Executivo.

Os coronéis eram bastante importantes para manter essa política em andamento através de práticas como o chamado “voto de cabresto”, intimidação da população para que votasse em determinados candidatos.

Política do café com leite na República Velha

Refere-se ao acordo existente entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais para a escolha de presidentes. A ideia era simples, intercalar os presidentes entre as duas oligarquias. É válido mencionar que houve limites para essa política de revezamento, haja vista que representantes de outras oligarquias se elegeram durante essa fase.

As revoltas durante a República Velha

O período da República Velha foi marcado por grande desrespeito aos direitos dos cidadãos e por uma imensa desigualdade social. Essas condições contribuíram para que ocorressem revoltas por parte daqueles que estavam insatisfeitos. Dentre as principais revoltas desse período, estão:

  • Guerra de Canudos;
  • Revolta da Armada;
  • Revolta da Vacina;
  • Revolta da Chibata;
  • Guerra do Contestado;
  • Revolta do Forte de Copacabana;
  • Revolta Paulista de 1924;
  • Coluna Prestes.

O fim da República Velha

A disputa pelo poder entre as oligarquias fez com que essa estrutura de manutenção da República Velha começasse a ruir, levando a uma grande crise desse sistema político. Também é importante mencionar o nascimento de movimentos de oposição que desejavam um novo modelo político.

Na eleição de 1930, mineiros e paulistas romperam seu acordo porque os últimos não queriam revezar o poder. Os paulistas tinham como candidato Júlio Prestes e os mineiros, por sua vez, se uniram a outras oligarquias, lançando a candidatura de Getúlio Vargas.

A chapa de Vargas (Aliança Liberal) foi derrotada, porém, se rebelou diante do assassinato de João Pessoa, vice da chapa. Esse assassinato não teve nenhum caráter político, mas foi usado como justificativa para um levante contra o então presidente Washington Luís.

Essa revolta ficou conhecida como Revolução de 1930 e levou à derrubada de Luís. Júlio Prestes não pode assumir a presidência. Getúlio Vargas se tornou presidente provisório e seu mandato se estendeu por quinze anos.

A República Velha é um período muito importante da história do Brasil. Navegue pelo blog do Hexag Medicina para conferir mais conteúdos e dicas para ter um bom desempenho no Enem e no vestibular!

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