09/02/2021 Literatura

Características do Romantismo – Quais são?

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Características do Romantismo – Quais são?

As principais características do romantismo ajudam a explicar esse movimento artístico nascido na Europa no século XVIII, que contou com expressões literárias, de pintura, arquitetura e música. Durou até meados do século XIX e fazia oposição ao classicismo, iluminismo e racionalismo. Conheça mais sobre o movimento e suas características a seguir.

Características do romantismo

É importante destacar que o romantismo se desenvolveu de formas distintas em países diferentes, ganhando características únicas em cada um. Contudo, há características em comum desse movimento em todos os locais do qual fez parte, confira quais são elas abaixo.

Egocentrismo

No romantismo o indivíduo é encarado como o centro do mundo.

Sentimentalismo

Como mencionamos acima, o romantismo se caracteriza pelo egocentrismo e, também, pela exaltação dos sentimentos pessoais do indivíduo. Os poetas se colocavam no centro das discussões, dando enfoque para as suas emoções. O poeta sente-se derrotado por seu ego e, por vezes, frustrado. O movimento romântico propõe fugas da realidade através do abuso do álcool e do ópio.

Nacionalismo

Os românticos exaltam o nacionalismo de forma exacerbada, incentivando o amor pela própria pátria e a criação de um herói nacional. Para os europeus, esses heróis são cavaleiros medievais e no Brasil são índios valentes e civilizados. A natureza também é muito exaltada dentro do nacionalismo do romantismo.

Idealização

O amor e a mulher amada são idealizados.

Tom depressivo

No trabalho de vários escritores românticos é possível identificar o desejo de fugir da realidade, seja pelo sonho, pela arte ou pela morte.

Oposição ao Clássico

Inicialmente, todos os movimentos opostos ao clássico eram considerados românticos. Modelos da Antiguidade Clássica foram substituídos pelos da Idade Média com o nascimento da classe burguesa. Antes, a arte era entendida como algo erudito e pertencente à nobreza. Com o fortalecimento da burguesia, o conceito de arte extrapola as regras impostas pela Corte.

A arte romântica ganha as ruas, algo impensado quando era financiada pela Corte. Surge um público consumidor da arte, no Brasil podemos exemplificar através do folhetim, que era um tipo de literatura mais acessível. Prosa e poesia deixam a formalidade do Clássico de lado. Na poesia, a métrica e a rima são desconsideradas.

Contexto histórico do romantismo

O marco inicial do romantismo, enquanto escola literária, se deu pela publicação do romance “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe, no ano de 1774, na Alemanha. Na Inglaterra, esse movimento literário teve início nos primeiros anos do século XIX, com a poesia romântica de Lord Byron e com o romance “Ivanhoé”, de Walter Scott.

Destacam-se, também, como obras românticas pioneiras na Europa livros como “Manon Lescut”, do escritor árabe Prévost, de 1731, e a “História de Tom Joses”, de Henry Fielding, de 1749. No Império Romano, o romance já era usado, a palavra “romano” era utilizada para se referir às línguas utilizadas por povos que estavam sob o domínio dele.

Eram chamados de romance composições de cunho popular ou folclórico escritas em latim vulgar, histórias que relatavam aventuras e fantasias. Contudo, foi somente no fim do século XVIII que adquiriu o sentido que tem hoje. É possível classificar o romance como o sucessor da epopeia.

Romantismo em Portugal

O marco inicial do romantismo em Portugal foi a publicação do poema “Camões”, de Almeida Garrett, em 1825. Essa obra foi produzida pelo poeta durante seu exílio em Paris. O contexto histórico dos primeiros anos do romantismo português inclui as lutas civis travadas entre conservadores e liberais e a renúncia de D. Pedro ao trono brasileiro para disputar o trono português.

O romantismo português pode ser dividido em dois momentos. No primeiro momento, se destacam escritores como Alexandre Herculano e Almeida Garrett, cujos temas que mais se destacam em suas obras são questões políticas e históricas. O segundo momento do romantismo português se caracteriza pela aproximação com os traços ultrarromânticos, com destaque para escritores como Camilo Castelo Branco.

Romantismo no Brasil

Duas obras de Gonçalves de Magalhães são consideradas os marcos iniciais do romantismo no Brasil, são elas: “Revista Niterói” e o livro de poesias “Suspiros poéticos e saudades”, ambas de 1836. Dentro do romantismo brasileiro é possível observar três gerações: a dos indianistas, a dos ultrarromânticos e a dos condoreiros.

José de Alencar é o principal escritor da prosa romântica brasileira, tendo produzido obras em ambientes rurais, urbanos e mitológicos do país. No ambiente mitológico, podemos citar as obras “Iracema” e “O Guarani”, que descrevem o mito da criação do povo brasileiro a partir da ideia da mistura entre europeus e índios.

Um nome de grande destaque no romantismo brasileiro é Gonçalves Dias com as obras: “Segundos Cantos” (1848), “Os Timbiras” (1857) e “Cantos” (1857). Álvares de Azevedo é outro escritor de grande destaque desse período, com obras como “Lira dos Vinte Anos” (1853) e “Noite da Taverna” (1855). Também é um nome importante do romantismo Castro Alves com as seguintes obras: “Espumas Flutuantes” (1870) e “Os Escravos” (1883).

O romantismo foi um movimento marcado por características de ascensão da burguesia e saída do absolutismo.

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