As conjunções adverbiais coordenativas e subordinativas são conectivos fundamentais para garantir a coesão e a coerência textual. Saber empregar e identificar essas classes de palavras é um requisito indispensável tanto para gabaritar as questões de Gramática e Interpretação de Texto quanto para estruturar uma Redação nota 1000 nos vestibulares de Medicina.
A principal diferença entre elas reside na relação de dependência sintática: enquanto as conjunções coordenativas ligam orações ou termos independentes entre si, as conjunções subordinativas conectam orações em que uma depende sintaticamente da outra para fazer sentido.
A seguir, confira o guia completo sobre a classificação das conjunções, suas subclasses e os exemplos mais cobrados nas provas.
O que é uma Conjunção na Língua Portuguesa?
A conjunção é a classe de palavras invariável que tem como função ligar duas orações ou dois termos de mesma função sintática dentro de um mesmo período.
Além de atuar como uma ponte no texto, a conjunção estabelece uma relação de sentido (adição, oposição, causa, condição, tempo, entre outras) entre as ideias conectadas, sendo o principal recurso de coesão sequencial da escrita.
Exemplo:
Estudei muito para a prova de Medicina, mas estava bastante ansioso.
(A conjunção mas conecta duas orações e estabelece uma relação de oposição).
Diferença entre Conjunções Coordenativas e Subordinativas
Para dominar o assunto no Enem e nos vestibulares de Medicina, entenda a estrutura funcional que difere os dois grupos:
| Tipo de Conjunção | Dependência Sintática | Função Principal | Exemplo de Conectivo |
| Coordenativa | Independentes (não exercem função sintática entre si) | Une orações completas que possuem sentido próprio isoladamente. | e, mas, porém, portanto, ou |
| Subordinativa | Dependentes (uma oração exerce função sintática na outra) | Une uma oração subordinada à sua oração principal. | embora, porque, se, quando, que |
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O que são Conjunções Coordenativas? Classificação e exemplos
As conjunções coordenativas conectam orações coordenadas, isto é, orações sintaticamente independentes que estão no mesmo nível hierárquico dentro do período. São divididas em 5 subclasses de acordo com a ideia que transmitem:
1. Aditivas
Expressam ideia de adição, soma ou acréscimo de pensamentos.
Principais conjunções: e, nem (e não), não só… mas também, tampouco.
Exemplo: O candidato revisou a matéria e resolveu o simulado completo.
2. Adversativas
Estabelecem relação de oposição, contraste, quebra de expectativa ou compensação.
Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Exemplo: A rotina de estudos era puxada, contudo manteve a constância até o dia da prova.
3. Alternativas
Indicam alternância, escolha ou exclusão entre as opções apresentadas.
Principais conjunções: ou, ou… ou, ora… ora, quer… quer, seja… seja.
Exemplo: ou focamos na resolução de questões, ou perderemos tempo com teoria excessiva.
4. Conclusivas
Introduzem uma conclusão ou consequência lógica referente à oração anterior.
- Principais conjunções: logo, portanto, assim, por isso, pois (pós-posto ao verbo).
- Exemplo: obteve excelente desempenho em Biologia e Química; portanto, conquistou a vaga em Medicina.
5. Explicativas
Explicam, justificam ou fundamentam o motivo da afirmação feita na oração anterior.
- Principais conjunções: porque, que, pois (anteposto ao verbo), porquanto.
- Exemplo: acelere o ritmo de leitura, porque a prova exige agilidade no gerenciamento do tempo.
O que são Conjunções Subordinativas? Adverbiais e Integrantes
As conjunções subordinativas inserem uma oração subordinada dentro de uma oração principal. Dividem-se em dois grandes grupos: Integrantes e Adverbiais.
Conjunções Subordinativas Integrantes
Introduzem orações subordinadas substantivas (que desempenham função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.). As duas únicas conjunções integrantes são que e se.
- Exemplo com “que”: O professor confirmou que a lista de aprovados sairá na sexta-feira.
- Exemplo com “se”: Gostaria de saber se haverá revisão de véspera.
Conjunções Subordinativas Adverbiais
Introduzem orações que exercem função de adjunto adnominal/adverbial, indicando a circunstância em que ocorre o fato da oração principal. Subdividem-se em 9 tipos:
Causais (Causa/Motivo): porque, visto que, como (no início da frase), já que. Exemplo: Como havia treinado muitas redações, desenvolveu o tema sem dificuldades.
Comparativas (Comparação): como, tal qual, assim como, (mais/menos)… do que. Exemplo: A concorrência do vestibular era acirrada como uma maratona olímpica.
Concessivas (Quebra de obstáculo/Concessão): embora, ainda que, mesmo que, apesar de que. Exemplo: Embora a prova estivesse complexa, o aluno manteve o controle emocional.
Condicionais (Condição/Hipótese): se, caso, desde que, contanto que. Exemplo: Caso você mantenha a disciplina nos simulados, a aprovação será inevitável.
Conformativas (Conformidade/Acordo): conforme, segundo, consoante, como. Exemplo: Elaborou a estrutura da redação conforme as orientações do manual do candidato.
Consecutivas (Consequência/Efeito): de modo que, de forma que, (tão/tanto)… que. Exemplo: Estudou com tanto empenho que gabaritou a prova de Linguagens.
Finais (Finalidade/Objetivo): para que, a fim de que. Exemplo: Matriculou-se no cursinho a fim de que pudesse aprimorar sua estratégia de prova.
Proporcionais (Proporção/Simultaneidade): à medida que, à proporção que, quanto mais… mais. Exemplo: À medida que resolvia os exercícios anteriores, compreendia o perfil da banca.
Temporais (Tempo/Cronologia): quando, enquanto, logo que, assim que, desde que. Exemplo: Assim que o sinal tocar, revise todo o cartão-resposta com atenção.
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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Conjunções
1. Qual é a principal diferença entre conjunções coordenativas e subordinativas?
A diferença central está na relação de dependência sintática. As conjunções coordenativas ligam orações independentes entre si (possuem sentido completo sozinhas). Já as conjunções subordinativas ligam uma oração subordinada a uma principal, havendo dependência sintática entre elas.
2. O que são conectivos e qual a sua importância na Redação do Enem?
Conectivos são palavras ou locuções (com destaque para as conjunções) responsáveis por encadear as orações e parágrafos de um texto. Na Redação do Enem, o uso variado e correto dos conectivos é avaliado diretamente na Competência 4, sendo decisivo para alcançar a nota 1000.
3. As conjunções integrantes “que” e “se” exercem valor de circunstância?
Não. As conjunções integrantes apenas introduzem orações subordinadas substantivas, funcionando como um encaixe sintático (como sujeito, objeto direto, etc.). Quem introduz valor de circunstância (como causa, tempo, condição) são as conjunções subordinativas adverbiais.
4. Como identificar se a palavra “como” é uma conjunção causal, comparativa ou conformativa?
A identificação depende do contexto:
- Causal: Quando equivale a “visto que” e geralmente vem no início da frase (Como não treinou, errou a questão).
- Comparativa: Quando estabelece relação de semelhança (Ele estuda como um campeão).
- Conformativa: Quando equivale a “conforme” ou “segundo” (Fiz a prova como o professor orientou).


