24/08/2020 Português

Entendendo os tipos de sujeito – saiba quais são e suas características

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Entendendo os tipos de sujeito – saiba quais são e suas características

Entender os tipos de sujeito é muito importante na sua preparação para o Enem e o vestibular. Além de ser um conhecimento essencial para as questões de Língua Portuguesa, é algo que vai ajudar você a escrever corretamente a sua redação
 
Por isso, contamos com a ajuda do professor Bruno Santana, coordenador do Hexag na unidade Campinas, para dar a você todas as informações mais importantes sobre o tema. Continue a leitura e confira!
 

O que é o sujeito

 
Sujeito é a função sintática exercida pelo sintagma nominal com o qual o verbo concorda, no plano morfológico e sintático. A função sintática de sujeito será exercida por um substantivo, ou palavra equivalente de substantivo. 
 
No plano semântico, é o termo sobre o qual o predicado traz alguma informação relevante. Veja os exemplos:

  1. a) O livro aborda a formação do povo brasileiro. – sujeito “O livro”.
  2. b) Os livros abordam a formação do povo brasileiro. – sujeito “Os livros”.

 
Em “a” o sujeito está na terceira pessoa do singular e, portanto, o verbo “abordar” está flexionado na terceira pessoa do singular “aborda”. No segundo caso, nota-se que o verbo está na terceira pessoa do plural e que, portanto, o verbo “abordar” está, também, flexionado na terceira pessoa do plural “abordam”. 
 
Nas duas orações, os predicados (“aborda a formação do povo brasileiro” e “abordam a formação do povo brasileiro”) trazem informações relevantes sobre o sujeito.
 

Tipos de sujeito

 
Para que sejamos capazes de classificar os diferentes tipos de sujeito, é importante, antes, ter uma noção clara da ideia de núcleo de uma função sintática. No caso em questão, o sujeito, é possível notar que um sintagma, grosso modo, um conjunto de palavras que contém um núcleo, pode exercer a função sintática de sujeito, veja os exemplos abaixo.
 

  1. c) Diversos manifestantes revoltados com o assassinato de George Floyd estiveram nas ruas dos Estados Unidos na última semana.
  2. d) A produção de equipamentos de proteção individual aumentou exponencialmente nos últimos meses.

 
Em “c”, temos que o sujeito é “Diversos manifestantes revoltados com o assassinato de George Floyd” e, em “d”, o sujeito é “A produção de equipamentos de proteção individual”, isso, porque os verbos “estar” e “aumentar” concordam com eles. 
 
Nos dois casos, vemos que uma união de diversas palavras em torno de um núcleo, o que denominamos sintagma, exerce a função de sujeito. Dentre todas elas, nas duas situações, temos uma palavra, cujo sentido é o essencial para criação de significado na oração: no primeiro caso a palavra é “manifestantes” e, no segundo caso, “equipamentos”. 
 
Essas palavras mais importantes, que guardam o significado principal da função sintática sujeito, são chamadas de núcleo do sujeito.
 
Tendo conhecido a ideia de núcleo, podemos entender a diferença que há entre “Sujeito simples” e “Sujeito composto”.
 

Sujeito simples

 
O sujeito simples é aquele que possui apenas um núcleo. Para entender melhor, confira os exemplos abaixo.
 

  1. e) Paulo comprou um carro. 

 
– Sujeito: Paulo. 
 
– Núcleo do sujeito: Paulo. 
 
– Um núcleo, sujeito simples.
 

  1. f) O cachorro comeu a ração. 

 
– Sujeito: O cachorro. 
 
– Núcleo do sujeito: cachorro. 
 
– Um núcleo, sujeito simples.
 

  1. g) Os leitores amaram a reportagem. 

 
– Sujeito: Os leitores. 
 
– Núcleo do sujeito: leitores. 
 
– Um núcleo, sujeito simples.
 

  1. f) Os jornalistas receberam os prêmios. 

 
– Sujeito: Os jornalistas. 
 
– Núcleo do sujeito: jornalistas. 
 
– Um núcleo, sujeito simples.
 

Sujeito composto

 
O sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo. Confira os exemplos.
 

  1. g) Caetano e Gil são grandes expoentes da música popular brasileira. 

 
– Sujeito: Caetano e Gil. 
 
– Núcleo do sujeito 1: Caetano. 
 
– Núcleo do sujeito 2: Gil. 
 
– Mais de um núcleo, sujeito composto.
 

  1. h) “Nove Noites”, “Quincas Borba” e “Mayombe” são romances cobrados pela lista de leituras obrigatórias da FUVEST. 

 
– Sujeito: “Nove Noites”, “Quincas Borba” e “Mayombe”. ]
 
– Núcleo do sujeito 1: “Nove Noites”. 
 
– Núcleo do sujeito 2: “Quincas Borba”. 
 
– Núcleo do sujeito 3: “Mayombe”. 
 
– Mais de um núcleo, sujeito composto.
 

  1. i) Redação, Interpretação de Textos, Matemática, Química e Física devem ser prioridades para os medibulandos. 

 
– Sujeito: Redação, Interpretação de Textos, Matemática, Química e Física. 
 
– Núcleo do sujeito 1: Redação. 
 
– Núcleo do sujeito 2: Interpretação de textos. 
 
– Núcleo do sujeito 3: Matemática. 
 
– Núcleo do sujeito 4: Química. 
 
– Núcleo do sujeito 5: Física. 
 
– Mais de um núcleo, sujeito composto.
 

  1. j) FAMERP e FAMEMA são duas renomadas faculdades de medicina do interior paulista. 

 
– Sujeito: FAMERP e FAMEMA. 
 
– Núcleo do sujeito 1: FAMERP. 
 
– Núcleo do sujeito 2: FAMEMA. 
 
– Mais de um núcleo, sujeito composto.
 
Viu como é fácil diferenciar o Sujeito Simples do Composto? Vamos seguir mais um pouco.
 
Além da divisão anterior, os sujeitos também podem ser determinados ou indeterminados. Para entender claramente essa divisão devemos entender alguns detalhes gramaticais.
 

Sujeito determinado

 
No plano semântico, o sujeito determinado é aquele facilmente identificável na oração, tanto de maneira implícita, como de maneira explícita, como foi o caso dos exemplos “a, b, c, d, e, f, g, h, i e j” acima. 
 
Entretanto, a caracterização semântica não é útil aqui, pois apenas estaremos seguros para saber se o sujeito é determinado, quando pudermos provar que ele não é indeterminado.
 

Sujeito indeterminado

 
Sujeito indeterminado é aquele que o falante não pode ou não quer especificar. Encontrar sujeitos indeterminados é bem simples e depende apenas da compreensão das regras abaixo.
 
Primeiro caso: verbo na terceira pessoa do plural sem referência anterior.
 

  1. k) Falaram mal de você na reunião de ontem.
  2. l) Roubaram a casa do vizinho.

 
Segundo caso: verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação na terceira pessoa do plural, acompanhados do pronome se, que, nesse caso, será denominado índice de indeterminação do sujeito.
 

  1. m) Vive-se bem nas ilhas gregas. (Verbo intransitivo + se)
  2. n) Precisa-se de profissionais da área da saúde (Verbo transitivo indireto + se)
  3. o) Nunca se é feliz quando não se é satisfeito. (Verbo de ligação + se)

 

Sujeito oculto

 
Para terminar a série de classificações de sujeito, resta-nos falar do sujeito oculto. Apesar de não considerada de maneira oficial pela NGB, é importante que conheçamos tal nomenclatura. 
 
Além de oculto, tal tipo de sujeito pode também ser chamado de elíptico ou desinencial. Esse tipo de sujeito é aquele que, apesar de não expresso na oração, pode ser facilmente identificado pela desinência verbal ou pelo contexto.
 

  1. p) Encontraremos diversas possibilidades de aprendizagem no novo curso. (Sujeito oculto, nós).
  2. q) Paulo estudou muito para a prova. Ele, por conta disso, conseguiu notas altíssimas.       

 
– Primeira oração: sujeito simples, explícito, Paulo.
 
– Segunda oração: sujeito oculto, Paulo, identificável pelo contexto.
 

Orações sem sujeito

 
Para finalizarmos nosso papo sobre a função sintática sujeito, vamos apresentar as orações sem sujeito. 
 
Em alguns casos específicos, apresentados abaixo, as orações não apresentam sujeito.
 
1) Em orações nas quais o verbo expressa fenômeno da natureza:
 

  1. r) Choveu muito na noite passada.
  2. s) Nevou na serra gaúcha.

 
2) Em orações nas quais o verbo “haver” é empregado no sentido de existir, ocorrer ou na indicação de tempo transcorrido:
 

  1. t) Há quantos dentes na boca de um ser humano adulto?
  2. u) Há dias não encontramos fermento para vender.
  3. v) Houve muitos festivais de música na cidade de São Paulo no último ano.

 
3) Em orações nas quais os verbos “fazer” e “estar” fazem referência ao tempo ou ao clima:
 

  1. x) Faz muito calor no verão baiano.
  2. z) Está muito frio no litoral catarinense.

 
4) Em orações nas quais o verbo “ser” é empregado em relação a datas, horas ou distâncias:
 

  1. y) Hoje é dia vinte de agosto.
  2. w) Já são duas da tarde.

 
         a1) São quinze quilômetros até a praia mais próxima.
 
5) Em orações nas quais os verbos “bastar” e “chegar” estão acompanhados da preposição “de”:
 
         b1) Chega de tristeza! Chega de saudade!
 
         c1) Basta de subterfúgios!
 
Agora você já sabe tudo sobre os tipos de sujeito. Acesse o Blog do Hexag Medicina e fique por dentro de tudo sobre Enem e vestibular. 

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