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Modelos atômicos: Dalton, Thomson, Rutherford e Bohr

Compreender a evolução dos modelos atômicos é um passo fundamental para quem deseja garantir a pontuação máxima nas provas de Química dos vestibulares mais concorridos do país, como Fuvest, Unicamp e, claro, o Enem. Os modelos atômicos foram desenvolvidos à medida que a ciência avançava e novas tecnologias permitiam desvendar os mistérios da matéria.

Neste artigo, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre os modelos de Dalton, Thomson, Rutherford e Bohr, além do modelo quântico atual. Prepare seu caderno de resumos e boa leitura!

Tabela Comparativa: A Evolução dos Modelos Atômicos

Cientista / Ano Nome Popular Característica Principal O que descobriu/propôs
Dalton (1803) Bola de Bilhar Esfera maciça e indivisível Lei da conservação das massas nas reações.
Thomson (1898) Pudim de Passas Esfera positiva com cargas negativas O elétron (divisibilidade do átomo).
Rutherford (1911) Modelo Planetário Núcleo positivo e eletrosfera vazia O núcleo atômico e os prótons.
Bohr (1913) Órbitas Estacionárias Elétrons em níveis de energia fixos Saltos quânticos e emissão de fótons (luz).
Schrödinger/Heisenberg (1926) Nuvem Eletrônica Modelo Quântico / Orbitais Princípio da Incerteza e dualidade da matéria.

O início de tudo: O Átomo Filosófico

Antes dos modelos científicos, no século V a.C., os filósofos gregos Demócrito e Leucipo criaram o termo átomo (do grego: a = não, tomo = parte; ou seja, indivisível). Para eles, o átomo era apenas uma concepção filosófica, sem experimentação científica. A ciência só começou a testar essas ideias séculos depois.

1. Modelo Atômico de Dalton (1803) – Bola de Bilhar

O químico inglês John Dalton baseou-se em leis ponderais (como a Lei de Lavoisier) para criar o primeiro modelo científico.

  • Conceito central: O átomo é uma esfera maciça, homogênea, indivisível, indestrutível e eletricamente neutra.
  • Postulados de Dalton:
    • Toda a matéria é formada por átomos.
    • Átomos de um mesmo elemento químico são idênticos em massa e propriedades.
    • Elementos diferentes possuem átomos diferentes.
    • Reações químicas são rearranjos de átomos, que não são criados nem destruídos.

Limitações do modelo: Dalton não considerou a natureza elétrica da matéria, pois os elétrons ainda não haviam sido descobertos.

2. Modelo Atômico de Thomson (1898) – Pudim de Passas

Joseph John Thomson utilizou experimentos com a ampola de Crookes (raios catódicos) para demonstrar a existência de partículas subatômicas.

  • Conceito central: o átomo é uma esfera de carga positiva, não maciça, na qual estão incrustados elétrons de carga negativa, garantindo a neutralidade elétrica total.
  • Pontos-chave:
    • Derrubou a indivisibilidade de Dalton, provando que o átomo possui partículas menores.
    • Descoberta do elétron (primeira partícula subatômica identificada).

Limitações do modelo: não explicava a radioatividade, a propriedade de decaimento dos átomos, nem a existência de um núcleo centralizado.

3. Modelo Atômico de Rutherford (1911) – Modelo Planetário

Ernest Rutherford realizou o famoso experimento de bombardeamento de uma fina folha de ouro com partículas alfa (positivas), revolucionando a Química.

  • Conceito central: o átomo possui um grande espaço vazio. Ele é dividido em um núcleo pequeno, denso e positivo, rodeado por uma eletrosfera onde os elétrons giram ao redor do núcleo, lembrando o sistema solar.
  • Pontos-chave:
    • A maior parte da massa do átomo está concentrada no núcleo.
    • Os elétrons, muito mais leves, orbitam na região periférica (eletrosfera).

Limitações do modelo: de acordo com a física clássica, cargas negativas em movimento circular ao redor de um núcleo positivo perderiam energia continuamente na forma de radiação, colidindo com o núcleo. O modelo não explicava por que o átomo era estável.

4. Modelo Atômico de Bohr (1913) – Órbitas Estacionárias

Para solucionar o problema de estabilidade de Rutherford, o físico dinamarquês Niels Bohr aplicou a teoria quântica de Max Planck ao modelo anterior (razão pela qual o modelo também é conhecido como Rutherford-Bohr).

  • Conceito central: os elétrons orbitam o núcleo em trajetórias circulares bem definidas chamadas de órbitas ou camadas estacionárias, sem emitir ou absorver energia espontaneamente.
  • Postulados de Bohr:
    • Cada órbita possui uma quantidade de energia fixa e permitida (níveis de energia).
    • Salto Quântico: Quando um elétron absorve uma quantidade específica de energia (fóton), ele pula para uma camada mais externa (estado excitado).
    • Ao retornar para sua camada de origem (estado fundamental), o elétron libera essa mesma quantidade de energia na forma de onda eletromagnética (luz visível, raio X, etc.).

Dica de Ouro para Medicina: é o modelo de Bohr que explica o funcionamento dos fogos de artifício, o teste da chama em laboratório e as lâmpadas de neon!

Limitações do modelo: funcionava perfeitamente bem para o átomo de hidrogênio (que só tem 1 elétron), mas falhava em explicar o espectro de emissão de átomos multieletrônicos mais complexos.

5. Modelo Atômico Quântico Atual (1926) – Nuvem Eletrônica

O modelo aceito hoje pela comunidade científica é fruto de contribuições de vários cientistas de peso, como Louis de Broglie, Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger.

  • Dualidade onda-partícula (De Broglie): o elétron comporta-se tanto como partícula quanto como onda energética.
  • Princípio da Incerteza (Heisenberg): é impossível determinar simultaneamente e com precisão absoluta a posição e a velocidade de um elétron.
  • Conceito de Orbital: em vez de órbitas circulares fixas (como propôs Bohr), hoje falamos em orbitais, que são as regiões do espaço ao redor do núcleo onde há a máxima probabilidade de encontrar um elétron. O conjunto desses orbitais forma uma nuvem eletrônica.

Dominando os Números Quânticos

Para localizar o elétron na nuvem eletrônica em questões discursivas de Química do vestibular, você precisará dominar os 4 números quânticos:

Número Quântico Principal (n): indica a camada ou nível de energia do elétron (K, L, M, N, O, P, Q, variando de 1 a 7).

Número Quântico Secundário ou Azimutal (l): indica o subnível de energia em que o elétron está (s = 0, p = 1, d = 2, f = 3).

Número Quântico Magnético (m ou ml): indica a orientação espacial do orbital onde o elétron está situado dentro do subnível (varia desde o valor de -l até +l).

Número Quântico de Spin (s ou ms): indica o sentido de rotação do elétron dentro do orbital (representado pelos valores de +1/2 ou -1/2).

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A evolução dos modelos atômicos é matéria recorrente nas provas de primeira e segunda fase dos principais vestibulares. No Hexag Medicina, adotamos uma metodologia focada exclusivamente na alta performance exigida pelas bancas mais difíceis do Brasil. Com o nosso sistema de Período Integral, estudo orientado e simulados semanais, você transforma conceitos teóricos complexos em acertos cruciais no dia da sua prova.

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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Modelos Atômicos

1. Qual é a ordem cronológica dos modelos atômicos?

A ordem cronológica dos principais modelos atômicos começa na Grécia Antiga e se consolida na era científica na seguinte sequência:

  • Modelo de Dalton (1803): átomo como uma esfera maciça e indivisível (Bola de Bilhar).
  • Modelo de Thomson (1898): descoberta do elétron em uma esfera positiva (Pudim de Passas).
  • Modelo de Rutherford (1911): divisão entre núcleo positivo e eletrosfera (Modelo Planetário).
  • Modelo de Bohr (1913): introdução das órbitas circulares e níveis de energia (Órbitas Estacionárias).
  • Modelo Quântico (1926): modelo atual baseado em orbitais e na probabilidade de encontrar o elétron (Nuvem Eletrônica).

2. Por que o modelo de Rutherford ficou conhecido como modelo planetário?

O modelo de Ernest Rutherford ficou conhecido como modelo planetário porque propôs uma estrutura muito parecida com a do Sistema Solar. No centro do átomo fica o núcleo (representando o Sol), que é denso e carregado positivamente. Ao redor desse núcleo fica a eletrosfera, uma grande região vazia onde os elétrons (representando os planetas) giram em órbitas circulares.

3. Qual a diferença entre o modelo atômico de Rutherford e o de Bohr?

A principal diferença está no comportamento dos elétrons na eletrosfera. No modelo de Rutherford, os elétrons giravam livremente ao redor do núcleo, o que pela física clássica faria com que eles perdessem energia e colidissem com o centro. Já no modelo de Bohr, foi introduzida a quantização da energia: os elétrons se movem apenas em órbitas fixas (camadas eletrônicas) e não perdem energia enquanto estão nelas, mudando de nível apenas através de saltos quânticos.

4. O que diz o Princípio da Incerteza de Heisenberg no modelo quântico?

Formulado por Werner Heisenberg, o Princípio da Incerteza afirma que é impossível determinar, de forma simultânea e com precisão absoluta, a posição exata e a velocidade (momento) de um elétron. É por causa desse princípio que o modelo atômico atual substituiu o conceito de órbitas fixas (de Bohr) pelo conceito de orbitais, que são regiões de máxima probabilidade onde o elétron pode estar.

5. O que são os saltos quânticos descritos por Niels Bohr?

O salto quântico ocorre quando um elétron recebe uma quantidade exata de energia externa (chamada quantum ou fóton) e “pula” para uma camada mais externa e energética (estado excitado). Por ser uma região instável, o elétron tende a voltar para sua camada original (estado fundamental) e, ao fazer isso, ele devolve a mesma quantidade de energia absorvida na forma de onda eletromagnética, ou seja, luz visível.



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