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o que são gases nobres

O que são gases nobres?

Dentro do universo de elementos da Tabela Periódica, a família 18 merece uma atenção especial. Você sabe o que são gases nobres? Ao longo deste artigo, vamos explicar as propriedades, as aplicações médicas e as características desses elementos, também conhecidos como VIII-A ou grupo zero.

O grupo é formado por hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe), radônio (Rn) e o sintético oganessônio (Og). Compreender o comportamento desses átomos ajuda você a entender conceitos vitais de ligações químicas e estabilidade eletrônica.

Continue lendo para dominar esse conteúdo e evitar pegadinhas no vestibular.

Entenda o que são gases nobres

Os gases nobres são elementos químicos que se apresentam no estado gasoso em temperatura ambiente. Eles são encontrados na natureza de forma isolada, ou seja, como átomos livres (monoatômicos).

A principal característica que define esse grupo é a sua estabilidade química e a baixa reatividade. Isso significa que eles dificilmente se misturam ou reagem com outros elementos, o que gerou a nomenclatura de nobres ou raros.

Um ponto crucial para o seu vestibular é a configuração eletrônica. Todos os gases nobres possuem a camada de valência completa. Com exceção do hélio, que se estabiliza com dois elétrons, todos os outros possuem oito elétrons na última camada. Essa configuração é a base da Regra do Octeto.

Os demais elementos da Tabela Periódica “invejam” essa estabilidade e formam ligações químicas (iônicas ou covalentes) justamente para imitar a configuração eletrônica de um gás nobre.

Até a década de 1960, acreditava-se que eles eram totalmente inertes. Contudo, é importante que você saiba que essa ideia mudou. Atualmente, sabemos que é possível produzir compostos com gases nobres em laboratório sob condições específicas, como fluoretos de xenônio (XeF2, XeF4).

Características e aplicações dos gases nobres

Cada elemento dessa família possui propriedades únicas que são exploradas na indústria e, principalmente, na medicina. Vamos detalhar cada um deles para enriquecer seu repertório.

Hélio (He)

O nome deriva do grego helios, que significa Sol, pois foi identificado primeiramente no espectro solar antes de ser encontrado na Terra. É o elemento mais abundante no universo depois do hidrogênio.

Por ser extremamente leve e não inflamável, é usado para encher balões e dirigíveis. Na medicina, é misturado ao oxigênio em cilindros para mergulhadores de grande profundidade e no tratamento de asma, pois facilita a respiração ao reduzir o esforço muscular.

Neônio (Ne)

Seu nome vem de neos (novo). É famoso pelos letreiros luminosos publicitários. Quando submetido a uma descarga elétrica em baixa pressão, o neônio emite uma luz de coloração laranja-avermelhada característica.

É importante notar que outras cores em letreiros neon geralmente são obtidas com outros gases ou misturas.

Argônio (Ar)

O termo vem de argos (preguiçoso), referindo-se à sua inércia química. Diferente do que muitos pensam, ele não é tão raro assim: é o terceiro gás mais abundante na atmosfera terrestre, compondo quase 1% do ar que respiramos.

É muito utilizado para criar atmosferas inertes em soldas e para preencher o interior de lâmpadas incandescentes, evitando que o filamento queime.

A Química exige atenção aos detalhes e conexão entre os conteúdos. Se você sente que precisa de um suporte que integre teoria, prática e foco total em Medicina, o Hexag Medicina é a solução. Nossa metodologia de período integral com Estudo Orientado garante que você aprenda e fixe o conteúdo no mesmo dia.

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Criptônio (Kr)

Do grego kryptos (oculto), é um gás difícil de ser isolado. Suas aplicações envolvem lâmpadas fluorescentes e flashes fotográficos de alta velocidade.

Uma aplicação médica relevante é o uso do laser de criptônio em cirurgias oftalmológicas, especificamente para tratamentos na retina, algo que pode aparecer em questões contextualizadas de Biologia e Física.

Xenônio (Xe)

Vem de xenos (estranho). Esse é o gás nobre com a química mais rica, formando diversos compostos com flúor e oxigênio.

Suas aplicações são sofisticadas: é usado em faróis de carros de alta intensidade e, na medicina, atua como anestésico geral. Além disso, possui uso em lâmpadas bactericidas e projetores de cinema.

Radônio (Rn)

É um gás radioativo proveniente do decaimento do urânio e do rádio. Essa característica exige cuidado, pois ele pode se acumular em porões e locais pouco ventilados, representando risco à saúde.

Por outro lado, a medicina utiliza o radônio de forma controlada na radioterapia (braquiterapia) para o tratamento de alguns tipos de câncer.

Oganessônio (Og)

Anteriormente chamado de Ununóctio (Uuo), o Oganessônio (elemento 118) foi oficializado pela IUPAC recentemente. É um elemento sintético, superpesado e altamente radioativo, produzido em aceleradores de partículas.

Devido à sua curta meia-vida, suas propriedades químicas ainda são estudadas, mas ele completa o sétimo período da tabela na família dos gases nobres.

Por que eles não se misturam?

A “antipatia” dos gases nobres em formar ligações é explicada pela energia de ionização. Como eles já têm o octeto completo (ou dueto, no caso do Hélio), a energia necessária para retirar um elétron deles é altíssima.

Da mesma forma, eles não têm tendência a ganhar elétrons (afinidade eletrônica positiva), resultando em estabilidade energética. As forças que mantêm os átomos de gases nobres juntos no estado líquido ou sólido são as Forças de Dispersão de London, que são interações muito fracas. Isso explica por que eles possuem pontos de fusão e ebulição tão baixos.

Entender a química dos gases nobres é apenas uma peça do quebra-cabeça da sua aprovação. Para dominar todas as matérias com a profundidade que os vestibulares de Medicina exigem, você precisa de acompanhamento especializado.

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FAQ – Perguntas Frequentes

1. Por que o Hélio é um gás nobre se não tem 8 elétrons?

O Hélio é considerado um gás nobre porque possui sua única camada eletrônica (camada K) completa com 2 elétrons. Isso confere a ele a mesma estabilidade química que os outros elementos da família, que possuem 8 elétrons na camada de valência.

2. Os gases nobres podem formar compostos químicos?

Sim. Embora sejam conhecidos pela baixa reatividade, gases nobres como o Xenônio e o Criptônio podem formar compostos em condições laboratoriais específicas, geralmente reagindo com elementos muito eletronegativos como o Flúor e o Oxigênio.

3. Qual é o gás nobre mais abundante na atmosfera?

O Argônio é o gás nobre mais abundante, constituindo cerca de 0,93% do volume da atmosfera terrestre. Ele é o terceiro gás mais comum no ar seco, ficando atrás apenas do Nitrogênio e do Oxigênio.

4. O Oganessônio é encontrado na natureza?

Não. O Oganessônio (Og) é um elemento sintético, ou seja, produzido artificialmente em laboratório através de reações nucleares. Ele é altamente radioativo e instável, existindo por frações de segundo antes de decair.



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