04/01/2022 Redação

Proposta de redação: “Desafios da inclusão de autistas no Brasil”

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Proposta de redação: “Desafios da inclusão de autistas no Brasil”

Uma proposta de redação de vestibular focada na questão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é bastante possível, haja vista a maior discussão a respeito do tema nos últimos tempos. Personagens que vivenciam essa condição, como o médico protagonista da série norte-americana “The Good Doctor”, Dr. Shaun e a jovem Benê da série “As Five”, têm se tornado mais comuns na ficção. 

Esse movimento contribui para que o tema seja amplamente debatido em diferentes esferas da sociedade. Grupos focados no bem-estar de pessoas com TEA vêm ajudando a desmistificar a visão de indivíduos problemáticos criada por anos. A seguir iremos apresentar os principais aspectos acerca do assunto. 

Proposta de redação: “Desafios da inclusão de autistas no Brasil”

Para escrever um texto consistente, argumentativo e com uma proposta de intervenção (exigência do Enem) é necessário conhecer os temas propostos mais a fundo. Continue lendo para entender mais sobre como está a inclusão de autistas em nosso país. 

O autismo

Autismo é uma palavra originária do grego “autos”, que significa “próprio ou de si mesmo”. Consiste em um distúrbio neurológico que se manifesta na infância, acarretando em atrasos no desenvolvimento de interação social e aprendizagem dos indivíduos afetados. Não há uma causa definida para o autismo.

Esse transtorno leva ao atraso no desenvolvimento infantil, interferindo na socialização, comunicação e imaginação. A manifestação acontece até os três anos de idade. O número de meninos afetados é quatro vezes maior do que o de meninas.

Entre as características mais marcantes da condição estão a tendência ao isolamento, dificuldades de se comunicar, falta do movimento antecipatório, alterações a linguagem, dificuldade com mudanças, problemas comportamentais e limitação de atividade física. 

Família

O autismo foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo psiquiatra Leo Kanner, como uma doença difícil de diagnosticar e que não tem cura. Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrentam uma série de dificuldades ao longo da sua vida e para muitos elas começam no ambiente familiar.

Como o autismo ainda não é amplamente conhecido em seus detalhes, esse diagnóstico pode levar à não aceitação da família. Aquilo que não é plenamente compreendido pode causar medo e o medo leva muitas vezes à rejeição.

Então a dificuldade do TEA se soma ao desamor e à falta da ajuda necessária para o desenvolvimento dessas pessoas. A inclusão dos autistas na sociedade se inicia no seio familiar. 

Preconceito

Ainda que indivíduos com TEA estejam inseridos em um ambiente familiar saudável, precisarão enfrentar o preconceito externo. A falta de informação faz com que algumas pessoas vejam os autistas como indivíduos problemáticos que não se encaixam na estrutura existente. Dessa forma, fica evidente que a falta de informação a respeito do assunto cria um ambiente propício para o preconceito.

Por isso que a inserção de personagens com TEA em obras ficcionais ajuda a desmistificar a questão. A sociedade precisa saber mais sobre essa condição para que possa olhar com mais empatia e entendimento para indivíduos autistas. Poder estudar e trabalhar sem receber olhares carregados de preconceito é determinante para o desenvolvimento dessas pessoas.

Educação

Muito se tem falado a respeito da escola inclusiva, um ambiente educacional capaz de atender às necessidades de todos. Porém, pouco se faz a respeito da qualificação dos professores para lidar com as mais variadas necessidades, como o autismo, por exemplo.

Para que essa ideia funcione, é fundamental dar ao professor as ferramentas de que precisa para estabelecer a comunicação e o trabalho de guia desses estudantes. Cabe ao educador potencializar a autonomia, a criatividade e a comunicação dos estudantes autistas.

Alunos com essa condição possuem características que comprometem as suas relações com outras pessoas e o seu processo de aprendizagem. Compreender essas questões e saber como contorná-las é imprescindível para o professor. No entanto, ainda não há um trabalho realmente efetivo de preparação desses profissionais.

Mercado de trabalho

Há um grande risco de que indivíduos com TEA se deparem com situações de preconceito quando se inserem no mercado de trabalho. Nem todo mundo entende as características peculiares de indivíduos com autismo.

Porém, ainda precisamos destacar que não há muitas oportunidades de qualificação e de emprego para autistas. A falta de inclusão social no ambiente educacional pode fazer com que alunos autistas desistam antes da conclusão do Ensino Médio.

Se não existe um trabalho de aceitação e atendimento das necessidades dos autistas no meio da educação, é provável que eles não concluam suas formações e, dessa forma, não estejam prontos para serem absorvidos pelo mercado.

Além disso, há também a desvalorização do autista enquanto profissional. Muitas empresas não abrem vagas para esse público por desconhecer o seu potencial, acreditam que esses indivíduos não têm capacidade de entrega. 

Informação

Tendo passado por alguns dos desafios da inclusão de autistas no Brasil, fica evidente o quanto mais informação sobre o TEA é necessário. Algumas condições são estereotipadas e assim permanecem por um longo período.

Enquanto não houver um trabalho completo e complexo de divulgação de informações e preparo de profissionais da área de educação, tanto para atender os autistas quanto para aproximá-los dos demais, viveremos uma ampla situação de exclusão. 

A partir do momento em que as pessoas entendem o que é o autismo, deixam de temer essa condição. Sem medo há maiores possibilidades de inclusão dessas pessoas em diferentes esferas sociais. O conhecimento é uma solução humana para diversos problemas sociais que enfrentamos. 

A dica para se preparar para propostas de redação como essa é ler mais sobre temas socialmente relevantes!

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