27/08/2021 Geografia

Conflitos geopolíticos atuais

Escrito por Hexag Educação @hexagmedicina
Conflitos geopolíticos atuais

Apesar de ainda existirem guerras interestatais, os conflitos geopolíticos atuais são, em grande parte, internos. Destacam-se nesse cenário, guerras civis motivadas por questões étnicas, políticas ou religiosas. Também estão em evidência atentados de grupos relacionados ao terrorismo. Continue lendo para entender melhor.

Conheça os conflitos geopolíticos atuais

Terrorismo

Em setembro de 2011, o mundo compreendeu o significado da palavra terrorismo ao ser informado do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, nos Estados Unidos. Aviões comerciais foram sequestrados e jogados contra os edifícios que eram tidos como símbolos do sucesso capitalista norte-americano. No mesmo dia, houve ataques às instalações da inteligência militar do Pentágono, em Washington.

A Al-Qaeda – organização terrorista comandada por Osama Bin Laden – reivindicou os ataques. É interessante observar que Bin Laden lutou ao lado dos Estados Unidos contra a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas. Com um saldo de quase três mil mortos, em sua maioria civis, esses atentados levaram a uma ofensiva norte-americana liderada pelo então presidente George W. Bush. Supostas bases terroristas no Afeganistão e Iraque foram bombardeadas.

Outros grupos terroristas

Conheça outros grupos terroristas de destaque nos conflitos geopolíticos atuais.

Boko Haram

É um grupo terrorista que atua no noroeste da Nigéria e que se declara como um braço da Al-Qaeda na África Ocidental. Sua ação de maior repercussão foi o sequestro de cerca de 200 adolescentes, em 2014, pelo fato de que eles receberiam educação “ocidental”.

Jihadistas

Os jihadistas são islâmicos extremistas responsáveis por ataques terroristas em cidades ocidentais, do Oriente Médio e do subcontinente indiano. A palavra jihadistas é originária de “jihad”, que significa uma guerra santa empreendida contra os inimigos do Islã.

Ações extremamente violentas

Os ataques terroristas se caracterizam pela sua grande violência e geralmente têm como foco símbolos ocidentais, como estabelecimentos comerciais, metrôs e sedes de jornais. Em 2004, uma estação de trem de Madri, Espanha, foi atacada. Em novembro de 2015, ocorreram ataques simultâneos a casas de show, estádio de futebol e restaurante em Paris, França.

Lideranças islamitas condenam esses ataques que não condizem com a mensagem de paz dos livros sagrados da religião muçulmana. O islamismo não deve ser confundido com o terrorismo, pois a religião não dá suporte a essas ações. Com o uso de tecnologias e estratégias para fugir dos radares, os grupos terroristas são bem difíceis de combater.

Oriente Médio e seus conflitos

Culturas milenares se desenvolveram no Oriente Médio e as três principais religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo) surgiram nessa parte do mundo. Trata-se de uma das regiões politicamente mais instáveis do mundo.

Entre os fatores que corroboram para essa instabilidade estão as disputas pelas grandes reservas de petróleo e as divergências decorrentes da cultura e religião (em especial, a oposição entre xiitas e sunitas). O Oriente Médio sofre com inúmeros conflitos, êxodos de refugiados, atentados e a morte de muitos civis.

Guerra na Síria e o Estado Islâmico (EI)

Um vendedor de frutas, em 2010, na Tunísia, que estava sendo extorquido por autoridades do governo ao tentar vender seu carrinho de mão, ateou fogo a si mesmo. Esse acontecimento deu origem à Primavera Árabe, um movimento baseado nas manifestações e revoltas populares com intuito de dar fim a governos autoritários e corruptos no norte da África e no Oriente Médio.

Os cidadãos de países como Tunísia, Líbia, Egito, Iêmen, Omã, Bahrein, Argélia, Marrocos e Síria fizeram manifestações que, em alguns casos, levaram à deposição de autoridades. Na Síria, as manifestações levaram ao início de uma guerra civil em 2011, os revoltosos desejam retirar Bashar-Al-Assad do poder.

Segundo a ONU, já foram mais de 400 mil vidas perdidas no conflito e 4,5 milhões de refugiados, outra grande questão geopolítica da atualidade. A situação instável na região contribuiu para o nascimento do Estado Islâmico (EI). O grupo é formado por sunitas extremistas de diversas origens, ex-combatentes de diferentes nacionalidades e jovens europeus convertidos ao islamismo.

O Estado Islâmico conquistou partes dos territórios do Iraque e da Síria em pouco tempo. Com a conquista de importantes, cidades como Palmira e Raqa, na Síria e Mossul, no Iraque, o grupo proclamou um califado.

Basicamente, o califado é um regime comandado por um califa, chefe de nação considerado como sucessor do profeta Maomé. Abu Bakr al-Baghdadi foi nomeado como o califa do califado do Estado Islâmico. O Iraque, com o apoio dos Estados Unidos, e a Síria, com apoio da Rússia, conseguiram recuperar alguns territórios que estavam sob o comando do EI a partir de 2015.

Palestinos e Israelenses

O Estado de Israel e a nação Palestina estão localizados no território do qual os judeus foram expulsos pelos romanos. O povo judeu se dispersou pelo mundo, especialmente pela Europa. A região, ocupada pelos romanos, passou a ser chamada de Palestina, sendo ocupada por povos de origem árabe, os palestinos.

O movimento sionista, cujo objetivo era criar um Estado judeu, teve início no final do século XIX. Durante o governo nazista na Alemanha ocorreu o holocausto, o extermínio de milhões de judeus. A partir desse acontecimento, se tornou imprescindível para o povo judeu ter um território que os protegesse.

Em 1945, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1947, a ONU propôs que fosse feita uma partilha da região da Palestina, que já não se encontrava mais sob o domínio britânico, em dois Estados, um seria para o povo palestino e o outro para o povo judeu. No dia 14 de maio de 1948 foi criado o Estado de Israel.

A partilha não foi bem recebida pelos países árabes da região e teve início uma série de conflitos e guerras. Entre 1948 e 1949, houve a primeira guerra árabe-israelense (também chamada de Guerra da Independência).

As forças israelenses saíram vitoriosas e muitos palestinos deixaram seu território, tornando-se refugiados em países vizinhos. Criou-se, assim, um sentimento de unidade contra o Estado de Israel. A região da Palestina passou a ser um cenário de guerras sangrentas e de vários acordos não cumpridos entre ambos os povos.

Esses são os principais conflitos geopolíticos atuais. Navegue pelo blog do Hexag Medicina para conferir com conteúdos informativos e dicas para o Enem e o vestibular!

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